domingo, 25 de setembro de 2011
☆≈≈≈☆≈≈≈☆≈≈≈☆≈≈≈☆≈≈≈☆
Relacionar-se é uma das maiores coisas da vida:
é amar, compartilhar.
Para amar é preciso transbordar de amor e para compartilhar é preciso ter (amor).
Quem se relaciona respeita e não possui.
A liberdade do outro não é invadida,
ele permanece independente.
Possuir é destruir todas as possibilidades de se relacionar.
Relacionar é um processo.
Relacionamento é diferente de relacionar-se:
é completo, fixo, morto.
Antes devemos nos relacionar conosco mesmos e escutar o coração para a vida ir além do intelecto, da lógica, da dialética e das discriminações.
É bom evitar substantivos e enfatizar os verbos.
A vida é feita de verbos:
amar, cantar, dançar, relacionar, viver.(OSHO)
☆≈≈≈☆≈≈≈☆≈≈≈☆≈≈≈☆≈≈≈☆
“Amar não é apoderar-se do outro
para completar-se,
mas dar-se ao outro
para completá-lo. ”
(Lao-Tsé)
Relacionar-se é uma das maiores coisas da vida:
é amar, compartilhar.
Para amar é preciso transbordar de amor e para compartilhar é preciso ter (amor).
Quem se relaciona respeita e não possui.
A liberdade do outro não é invadida,
ele permanece independente.
Possuir é destruir todas as possibilidades de se relacionar.
Relacionar é um processo.
Relacionamento é diferente de relacionar-se:
é completo, fixo, morto.
Antes devemos nos relacionar conosco mesmos e escutar o coração para a vida ir além do intelecto, da lógica, da dialética e das discriminações.
É bom evitar substantivos e enfatizar os verbos.
A vida é feita de verbos:
amar, cantar, dançar, relacionar, viver.(OSHO)
☆≈≈≈☆≈≈≈☆≈≈≈☆≈≈≈☆≈≈≈☆
“Amar não é apoderar-se do outro
para completar-se,
mas dar-se ao outro
para completá-lo. ”
(Lao-Tsé)
sábado, 24 de setembro de 2011
Se avanço, o tanto me afasto
e encomendado que estou ao silêncio,
não incomodarei a sombra da manhã
que há pouco, ainda agora, foi inventada para o mundo.
Se avanço, o tanto me aproximo
da mão que soube compor os atalhos,
o gasto repouso onde acordo o meu passo
o pequeno decalque da torre ao céu, a árvore que
lacrimeja um sopro movediço, a folha, a mínima pele
que se detém suspensa, no ar
no canto breve da casa onde acorda o astro;
E se me detenho, sou do mundo a folha de papel,
a voz que se aclara, claro o detalhe e
Se avanço, estou e traço
e acordo o horizonte onde nada é definitivo,
onde no mundo, o centro é aqui ou ali,
e o todo é coisa que tanto faz,
e faz sentido,
até porque o mais alto dos lugares também pode ser profundo
e aqui, onde avanço o tanto que me afasto
me retorno à sombra que aguardou o [tanto] da manhã
que há pouco, um pouco antes do astro
ainda era do mundo mais um começo.
Se avanço,
o tanto que me aconteço.
Março 17, 2011
e encomendado que estou ao silêncio,
não incomodarei a sombra da manhã
que há pouco, ainda agora, foi inventada para o mundo.
Se avanço, o tanto me aproximo
da mão que soube compor os atalhos,
o gasto repouso onde acordo o meu passo
o pequeno decalque da torre ao céu, a árvore que
lacrimeja um sopro movediço, a folha, a mínima pele
que se detém suspensa, no ar
no canto breve da casa onde acorda o astro;
E se me detenho, sou do mundo a folha de papel,
a voz que se aclara, claro o detalhe e
Se avanço, estou e traço
e acordo o horizonte onde nada é definitivo,
onde no mundo, o centro é aqui ou ali,
e o todo é coisa que tanto faz,
e faz sentido,
até porque o mais alto dos lugares também pode ser profundo
e aqui, onde avanço o tanto que me afasto
me retorno à sombra que aguardou o [tanto] da manhã
que há pouco, um pouco antes do astro
ainda era do mundo mais um começo.
Se avanço,
o tanto que me aconteço.
Março 17, 2011
Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.»
Sophia de Mello Breyner Andersen
Como quem refaz o auto da criação do mundo,
recomecemos a escuridão
o evidente coração do tempo,
o que sobra da pedra escura que lateja no peito
por dentro, tosca circunferência
medida, lapso, o declinado compasso
da sobeja luz, a divisão
e abreviada história de cada movimento
meu,
que recomeço no cada passo, firme
da cada guardada fria sombra da nascente,
o arco quebrado em mapa das estrelas
cadentes, traços e eclipses do tempo primeiro,
este acontecido momento.
Entretanto, recomecemos
o grão da terra que tarda,
a brasa do astro que arde
a força do átomo, da sede por água
a partícula da tormenta, e no tanto
que nenhuma brisa nos perturbe
e recomecemos,
o mundo, pouco mais,
E como quem é capaz de inventar uma velha nuvem,
o trapo e arca de todo o céu,
queimemos o incenso, tomemos das cartas
as leituras do inacabado poema,
o lapso de tempo necessário
para que o coração continue
o incessante trabalho de viver,
o abreviado pulso de cada pouco momento.
No nosso desabrigo coronário
nesta terra imensa,
neste dia que se reinventa, possamos
recomeçando o cada passo, tão conciso
e secreto, tão pequeno
como a sombra matinal
que aguarda a noite tardia,
a anotação da estrela que se condiz nas tantas pontas
como as que nos haverão de guiar,
e que nenhuma letra cicatriz nos perturbe.
Por suficiente guardemos
da rouca voz, a matriz da página em branco
e da lua,
o luar e pouco mais.
Recomecemos
como céu e terra quase iguais
o corpo e vento, traço profundo
no tanto corpo ponto cardeal,
por finita evocação o esboço dos montes do mar.
Como frágil mão que nortes inventa,
e por dentro, tida por imperfeita ciência
no rudimentar dia puro que por refeito
façamos do coração evidência, essencial pulsação
e recomecemos
como quem refaz o auto evidente,
o livro primeiro da explicação, o claro manual
de exercícios do mundo, a rascunhada folha de papel
onde são os dias sempre iguais.
Recomecemos,
apenas,
a travessia, e em segredo
a manhã, o todo o tempo,
o mundo e pouco mais.
Abril 24, 2011
[breve aparte: este texto continua a ser, como sempre foi e continuará a ser, dedicado à Suely Duncan, com toda a estima, amizade e incondicional admiração]
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.»
Sophia de Mello Breyner Andersen
Como quem refaz o auto da criação do mundo,
recomecemos a escuridão
o evidente coração do tempo,
o que sobra da pedra escura que lateja no peito
por dentro, tosca circunferência
medida, lapso, o declinado compasso
da sobeja luz, a divisão
e abreviada história de cada movimento
meu,
que recomeço no cada passo, firme
da cada guardada fria sombra da nascente,
o arco quebrado em mapa das estrelas
cadentes, traços e eclipses do tempo primeiro,
este acontecido momento.
Entretanto, recomecemos
o grão da terra que tarda,
a brasa do astro que arde
a força do átomo, da sede por água
a partícula da tormenta, e no tanto
que nenhuma brisa nos perturbe
e recomecemos,
o mundo, pouco mais,
E como quem é capaz de inventar uma velha nuvem,
o trapo e arca de todo o céu,
queimemos o incenso, tomemos das cartas
as leituras do inacabado poema,
o lapso de tempo necessário
para que o coração continue
o incessante trabalho de viver,
o abreviado pulso de cada pouco momento.
No nosso desabrigo coronário
nesta terra imensa,
neste dia que se reinventa, possamos
recomeçando o cada passo, tão conciso
e secreto, tão pequeno
como a sombra matinal
que aguarda a noite tardia,
a anotação da estrela que se condiz nas tantas pontas
como as que nos haverão de guiar,
e que nenhuma letra cicatriz nos perturbe.
Por suficiente guardemos
da rouca voz, a matriz da página em branco
e da lua,
o luar e pouco mais.
Recomecemos
como céu e terra quase iguais
o corpo e vento, traço profundo
no tanto corpo ponto cardeal,
por finita evocação o esboço dos montes do mar.
Como frágil mão que nortes inventa,
e por dentro, tida por imperfeita ciência
no rudimentar dia puro que por refeito
façamos do coração evidência, essencial pulsação
e recomecemos
como quem refaz o auto evidente,
o livro primeiro da explicação, o claro manual
de exercícios do mundo, a rascunhada folha de papel
onde são os dias sempre iguais.
Recomecemos,
apenas,
a travessia, e em segredo
a manhã, o todo o tempo,
o mundo e pouco mais.
Abril 24, 2011
[breve aparte: este texto continua a ser, como sempre foi e continuará a ser, dedicado à Suely Duncan, com toda a estima, amizade e incondicional admiração]
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