sexta-feira, 17 de maio de 2013









































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MP dos Portos influencia disputa eleitoral do RJ
 Enviado por luisnassif, sex, 17/05/2013 - 12:40



Por Assis Ribeiro

Do Valor

Proposta para portos afeta jogo eleitoral no Rio

Por Cristian Klein

Defensor da MP do Portos, o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) aproximou-se do governo federal na arena de gladiadores em que se transformou a Câmara. Garotinho já havia agradado Dilma Rousseff ao vestir a armadura e entrar em rota de colisão com o desafeto da presidente, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), principal adversário da aprovação da medida provisória. Na sessão tumultuada de anteontem, o ex-governador do Rio travou outro duelo, desta vez com um medalhão da oposição, o ruralista Ronaldo Caiado (DEM-GO), que chegou a chamá-lo de chefe de quadrilha.

Garotinho tem um currículo suspeito mas, com a defesa aguerrida da MP, constrói pontes também na arena eleitoral e pode abrir mais um palanque para Dilma no Rio de Janeiro na eleição presidencial do ano que vem.

O deputado é pré-candidato ao governo do Estado e tem uma relação turbulenta com os petistas. O PT foi seu primeiro partido e lhe forneceu a vice Benedita da Silva, na vitória de 1998, quando ainda estava no PDT de Leonel Brizola. Desde então, Garotinho já foi para o PSB, o PMDB e hoje está no PR. É um político de atuação independente e pouco previsível. Depois de virar sombra do que já foi, seu objetivo político é recuperar parte do espaço perdido para o governador Sérgio Cabral, que sucedeu ao mandato testa de ferro de sua mulher, Rosinha Garotinho, e forçou seu grupo político a sair do PMDB. Ex-correligionário, Cabral é seu maior adversário.

Com a aproximação com o PT, Garotinho cria um problema para o governador, que tem ameaçado não apoiar a reeleição de Dilma caso os petistas decidam lançar o senador Lindbergh Farias em vez de aderir a seu candidato, o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). A ameaça de Cabral torna-se menos crível na hipótese de um aceno de Garotinho ao PT. Caso Dilma mantenha alta sua popularidade, poderia ser cabo eleitoral eficiente nos palanques de Lindbergh e Garotinho, com quem tem em comum a passagem pelo PDT na década de 1980. É difícil imaginar que Pezão não vá pelo menos ao segundo turno. Mas só o desenho do cenário já seria suficiente para reduzir o poder de dissuasão de Cabral sobre a candidatura própria dos petistas. O fator Garotinho reduz a margem de manobra do governador, que pode ser obrigado a fornecer o segundo palanque a Dilma em 2014. Neste caso, sob a condição de afastar o deputado do jogo. Ou seja, Garotinho tornou-se o instrumento útil para o PT desafiar a hegemonia do PMDB fluminense.

É o mesmo PMDB cuja bancada tem como líder o deputado Eduardo Cunha, que tira o sono da presidente desde os embates de 2011 sobre os cargos de direção da estatal Furnas Centrais Elétricas. A atuação de Cunha na MP dos Portos se, por um lado, também é uma arma útil a Cabral, por outro, pode ser a gota d"água na paciência do PT com os pemedebistas do Rio


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STF entende que Senado pode rever decisões da Corte
 Enviado por luisnassif, sex, 17/05/2013 - 12:47

Do Portal GGN

Julgamento não acabou, mas até agora STF entende que Senado pode rever decisões da Corte

Por Maria Inês Nassif

O Supremo Tribunal Federal (STF) está dividido no entendimento sobre a competência constitucional do Senado para suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo próprio Supremo, ao contrário do que se depreendeu da reação desproporcionalmente grande à tramitação, no Congresso, de proposta de emenda constitucional que disciplina o controle de constitucionalidade e define o Senado e o referendo popular como última instância das decisões sobre inconstitucionalidade tomadas pela mais alta corte judiciária do país.

Na mesma sessão plenária do STF de ontem, e em torno da mesma matéria que provocou a pergunta de Marco Aurélio Mello ao seu colega Gilmar Mendes, sobre se ele queria revogar um artigo da Constituição, três dos cinco ministros que proferiram voto em relação a uma reclamação feita pela Defensoria Pública da União entenderam que o Senado tem que se pronunciar sobre lei declarada inconstitucional em pedido de Habeas Corpus para que a decisão do STF produza eficácia.

O voto do relator, o ministro Ricardo Lewandowski, contesta o voto do relator anterior da matéria, Gilmar Mendes, que foi o primeiro a dar parecer sobre o caso cujo julgamento começou em 2007, e todos os seus argumentos. Foi o debate sobre o relatório de Gilmar Mendes que provocou a discussão entre ele e Mello – Mendes defendia que os artigos da Constituição que previam o Senado como última instância de decisão de inconstitucionalidade no caso de julgamentos de Habeas Corpus, que normalmente envolvem outras questões, havia caído em desuso. Ou melhor, haviam sofrido "mutação" e se descolado da intenção original do legislador.

Lewandowski destruiu, em seu relatório, os argumentos de Mendes invocando um clássico princípio da democracia, a divisão entre poderes. Seu relatório é um forte arrazoado jurídico e coloca a questão na dimensão do papel político das instituições democráticas.

“Tal interpretação [a de Gilmar Mendes], a meu ver, levaria a um significativo aviltamento da tradicional competência daquela Casa Legislativa no tocante ao controle de constitucionalidade, reduzindo o seu papel a mero órgão de divulgação das decisões do Supremo Tribunal Federal nesse campo. Com efeito, a prevalecer tal entendimento, a Câmara Alta sofreria verdadeira capitis diminutio no tocante a uma competência que os constituintes de 1988 lhe outorgaram de forma expressa.”,

diz Lewandowiski, em um dos trechos de seu relatório.

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Leia abaixo matéria do site Consultor Jurídico sobre a sessão do julgamento da Reclamação 4.335. Em anexo, leia a íntegra do voto de Lewandowski.

Do Conjur

STF discute controle de constitucionalidade pelo Senado

Por Rodrigo Haidar

O Supremo Tribunal Federal voltou a se dividir, nesta quinta-feira (16/5), ao discutir a amplitude das atribuições do Senado diante de decisões do tribunal que declarem a inconstitucionalidade de leis em ações de controle difuso. O debate se dá por conta de uma previsão da Constituição Federal.

Em seu artigo 52, inciso X, a Constituição prevê que compete privativamente ao Senado “suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal”. Por enquanto, por 3 votos a 2, o Supremo se inclina por decidir que a lei declarada inconstitucional em pedido de Habeas Corpus depende da chancela do Senado para ter eficácia geral. Ou seja, para vincular as decisões de instâncias inferiores e da administração pública.

Nos casos em que o Supremo declara a inconstitucionalidade de leis em ações de controle concentrado, casos da Ação Direta de Inconstitucionalidade e Ação Declaratória de Constitucionalidade, as decisões surtem efeito imediato, também por conta de previsão expressa da Constituição.

No artigo 102, parágrafo 2º, o texto fixa: “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal”.

Mas quando essa declaração de inconstitucionalidade é feita no julgamento de outras ações, como a de Habeas Corpus, existe a dúvida sobre se a decisão do STF surte efeito imediato ou se depende da chancela do Senado. O tema divide o tribunal e faz a temperatura subir, ainda que não muito, como se viu nesta quinta.

Os ministros julgavam a Reclamação 4.335, ajuizada pela Defensoria Pública da União contra decisões da Justiça do Acre que negaram a progressão de regime a condenados por crimes hediondos. O Supremo já declarou inconstitucional a lei que proibia a progressão. No julgamento do HC 82.959, o plenário decidiu derrubar o artigo 2º, parágrafo 1º, da Lei 8.072/90, que proibia a progressão. Apesar da decisão, o juiz da Vara de Execuções Penais de Rio Branco vinha rejeitando os pedidos de progressão de regime com o argumento que a decisão depende de ato do Senado. Por isso, a Defensoria entrou com Reclamação no STF.

A Reclamação começou a ser julgada em fevereiro de 2007. O ministro Gilmar Mendes, relator da ação, entendeu que a decisão do Supremo surte efeito imediato, independentemente de o Senado se manifestar ou não. Nesta quinta, voltou a defender sua tese. Segundo ele, se o STF decidir de forma diferente, se transformará em um clube “lítero-poético-recreativo”. A ação foi suspensa por pedido de vista do ministro Eros Grau, hoje aposentado.

Em 19 de abril daquele ano, Eros Grau devolveu o processo para julgamento e votou com a corrente iniciada por Gilmar Mendes. Mas os ministros Sepúlveda Pertence, já aposentado, e Joaquim Barbosa divergiram. Para os dois, quando o Supremo declara uma lei inconstitucional em controle difuso, a decisão vale só para as partes. Para ter eficácia geral, depende de resolução do Senado. Na ocasião, Pertence disse que não pode ser reduzida a uma “posição subalterna de órgão de publicidade de decisões do STF” uma prerrogativa à qual o Congresso Nacional se reservou.

O julgamento foi retomado nesta quinta-feira, com o voto do ministro Ricardo Lewandowski, que fez coro aos argumentos de Pertence e Barbosa. O ministro lembrou que essa é uma prerrogativa dada ao Senado desde a Constituição de 1934 e que não cabe ao Supremo fazer pouco de uma previsão expressa da Constituição.

O ministro Lewandowski observou que entre 7 de fevereiro de 2007 e 16 de junho de 2010, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado pautou, para deliberação dos senadores, 53 ofícios encaminhados pelo Supremo solicitando a promulgação de projeto de resolução para suspender a execução de dispositivos declarados inconstitucionais em sede de controle difuso.

Ainda de acordo com o ministro, dispensar o ato do Senado “levaria a um significativo aviltamento da tradicional competência daquela Casa Legislativa no tocante ao controle de constitucionalidade, reduzindo o seu papel a mero órgão de divulgação das decisões do Supremo Tribunal Federal nesse campo”. Segundo ele, “a prevalecer tal entendimento, a Câmara Alta sofreria verdadeira capitis diminutio no tocante a uma competência que os constituintes de 1988 lhe outorgaram de forma expressa”.

O clima esquentou no tribunal — mas não chegou perto de outras discussões assistidas recentemente na Corte. O ministro Marco Aurélio afirmou que “não interessa declarar guerra total, considerado o Legislativo”.

Depois, Marco Aurélio questionou Gilmar Mendes: “Então Vossa Excelência conclui pela inconstitucionalidade do inciso X do artigo 52?”. Mendes se irritou: “Não, Vossa Excelência já deveria ter lido o voto. Vossa Excelência teria me honrado se tivesse lido o voto”. Marco, então, apaziguou os ânimos: “Eu quero ouvi-lo. Por isso é que estou aparteando. Não fique nervoso”. Mendes devolveu: “Um pouco de respeito há de vir”.

O julgamento não foi concluído porque o ministro Teori Zavascki pediu vista da ação. Em tempos de tensão entre poderes por conta de recentes decisões do Supremo, como a liminar que suspendeu a tramitação do projeto de lei que inibe a criação de partidos, e em razão da proposta que submete parte das decisões do STF ao crivo do Congresso, o pedido de vista veio em boa hora, disseram alguns observadores.








































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As pinturas de Eugenio de Blaas
 Enviado por luisnassif, sex, 17/05/2013 - 13:00

 

Por antonio francisco

ugenio de Blaas era pintor, mas parecia fotógrafo, tantos eram os detalhes de suas pinturas!


Eugene de Blaas A Pensive Moment.jpg
http://madametecla.blogspot.com.br/2012/02/eugenio-di-blaas.html



http://it.wikipedia.org/wiki/Eugenio_De_Blaas
Seminário abordará PMEs na cadeia de gás e petróleo
Enviado por luisnassif, sex, 17/05/2013 - 07:00

A Agência Dinheiro Vivo realizará em São Paulo, no dia 23 de maio, às 14:00 hs, quinta-feira, o 39º Fórum de Debates Brasilianas.org – Inovação e Tecnologia para atender a cadeia de Gás e Petróleo.

A maioria das grandes empresas possuem áreas dedicadas à inovação, com capacidade maior para investir em laboratórios de pesquisa e desenvolvimento do que as pequenas, micro e médias empresas. A inovação, no sentido de manter ou aumentar a competitividade de produtos e serviços em termos de custo, é essencial para a sustentabilidade de empresas e países, com o aumento do nível de emprego e renda.

O objetivo do 39º Fórum de Debates Brasilianas.org é abordar as ferramentas disponíveis para que as PMEs consigam participar da cadeia de gás e petróleo, atendendo às exigências do Conteúdo Nacional de modo competitivo.

A inscrição para participar do fórum pode ser feita pelo (11) 3667-2818 (ramal 24) ou pelo e-mail eventos@advivo.com.br.

Programação:

Inovação e Tecnologia para atender a cadeia de Gás e Petróleo



Data: 23 de Maio
Hotel Intercontinental
Alameda Santos, nº 1123 - Jardim Paulista
Sala Giorgi
Próximo a Av. Paulista

13h30 - 14h00 – Welcome Coffee e Credenciamento

14h00 - 14h20 – Apresentação § Luís Nassif, Diretor Presidente da Agência Dinheiro Vivo

14h20 - 15h25 - Abertura - O conceito de inovação no modelo Prominp

Nesse painel pretende-se abordar os benefícios, gargalos e avanços alcançados através dos principais programas de incentivo a participação das PMEs na cadeia produtiva de gás e petróleo, criados pela Petrobras, a exemplo do Prominp, das Redes Petro e do Programa Progredir.

14h20 - 14h35 § Paulo Alonso, Coordenador-executivo do Prominp-Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural

14h35 - 14h50 § Claudio Makarovsky, Presidente do Conselho de Óleo e Gás da Abimaq-Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos

14h50 - 15h00 – Debate e Perguntas com Luis Nassif

15h00 - 15h10 – Debate e Perguntas com a platéia

15h10 -1º Painel: Os projetos do Plano Inova Empresa para as PMEs

O objetivo desse painel é identificar as contribuições do Plano Inova Empresa para o fortalecimento das pequenas, micro e médias empresas que, segundo dados do Ministério do Trabalho, são responsáveis por 60% dos empregos gerados no país e constituem 99% dos 6 milhões de estabelecimentos formais existentes no país. As PMEs também respondem por 20% do PIB gerado, conforme o último levantamento do IBGE.

§ Pedro Pino Véliz, Presidente da Rede Petro do Rio de Janeiro

16h00 – 2º painel: Os programas da Petrobras voltados para as PMEs

Nesse painel pretende-se abordar os benefícios, gargalos e avanços alcançados através dos principais programas de incentivo a participação das PMEs na cadeia produtiva de gás e petróleo, criados pela Petrobras, a exemplo do Prominp, das Redes Petro e do Programa Progredir.

§ João Emílio Padovani Gonçalves, Coordenador de Economia Industrial da Confederação Nacional das Indústrias-CNI
Zeca Baleiro: Bicho de Sete Cabeças
 Enviado por luisnassif, sex, 17/05/2013 -
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Papa pede fim da 'tirania' do dinheiro aos líderes mundiais
 Enviado por luisnassif, sex, 17/05/2013 - 13:39



Por Assis Ribeiro

Do Correio Braziliense

Papa Francisco pede aos líderes mundiais o fim da "tirania" do dinheiro

As ideologias mais radicalmente favoráveis ao livre mercado criaram uma "nova, invisível e, às vezes virtual, tirania" e seres humanos "considerados como bens de consumo", declarou o pontífice

O papa Francisco pediu nesta quinta-feira (16/5) aos líderes mundiais que acabem com a "tirania" do dinheiro e a "ditadura de uma economia sem rosto" ou verdadeiro objetivo humano. "A adoração do bezerro de ouro encontrou uma nova e insensível imagem no culto do dinheiro e na ditadura de uma economia que não tem rosto e que carece de qualquer verdadeiro objetivo humano", disse Francisco aos embaixadores no Vaticano.

As ideologias mais radicalmente favoráveis ao livre mercado criaram uma "nova, invisível e, às vezes virtual, tirania" e seres humanos "considerados como bens de consumo", declarou o pontífice, que defendeu uma reforma financeira global que beneficie a todos. "A solidariedade, que é o tesouro dos pobres, costuma ser considerada contraproducente, oposta à lógica da finança e da economia", lamentou.

"O papa tem a obrigação, em nome de Cristo, de recordar que os ricos devem ajudar os pobres, respeitá-los, promovê-los. O papa solicita a solidariedade desinteressada e um retorno da ética a favor do homem na realidade econômica e financeira", completou
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Jorge Hage, da CGU, critica transparência de bancos públicos
 Enviado por luisnassif, sex, 17/05/2013 - 13:50



Por Assis Ribeiro

Do O Globo

Hage: bancos públicos resistem à transparência

O ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, fez ontem um balanço positivo do primeiro ano de implantação da Lei de Acesso à Informação, mas reconheceu que há "bolsões de resistência" à prestação desse serviço à sociedade e criticou os bancos públicos. Segundo Hage, os sigilos bancário e fiscal são usados pelas instituições financeiras como argumento para o não fornecimento de informações à sociedade e aos órgãos de controle.

- É claro que existem alguns bolsões de resistência. Por exemplo, os bancos têm o tabu do sigilo bancário, que, na nossa opinião, no Brasil, é exagerado, é transformado em um tabu, e não apenas num princípio constitucional para proteger o cidadão. O sigilo bancário e o sigilo fiscal, que, por vezes, servem para encobrir corrupção. Às vezes, os bancos públicos se recusam a dar informação aos órgãos de controle, coisas que eles não poderiam negar, a respeito de contas onde há dinheiro público. Então, esses bolsões de resistência ainda precisam ser vencidos - afirmou o ministro.

Hage participou ontem do programa "Bom dia, ministro", produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, para falar sobre este primeiro ano de vigência da Lei de Acesso à Informação. Segundo o ministro, durante o processo de regulamentação, os servidores federais foram ouvidos e mostraram disposição de colaborar, mas manifestaram receio de mau uso da informação e do risco de abrir dados sigilosos.

- Havia um certo pé atrás, mas essa resistência está se dissipando - afirmou.

seguros em primeiro lugar

Segundo dados apresentados pelo ministro, até esta semana, o governo federal recebeu 83.483 pedidos de informações, e 95% foram respondidos. Desse percentual, 80% tiveram resposta positiva. A parte negada, segundo Hage, foi porque a informação não existe, não era da competência do órgão ou era sigilosa. O ministro disse que apenas 7% dos que receberam resposta recorreram, o que demonstra a satisfação com o serviço do governo federal.

O ministro salientou que a União gasta em média 11 dias para responder aos pedidos, embora a legislação estabeleça um prazo de 20 dias, prorrogáveis por mais dez. O órgão federal com maior demanda é a Superintendência de Seguros Privados (Susep), com 22% da demanda. Muitas perguntas dizem respeito ao resgate do seguro obrigatório, pago anualmente pelos proprietários de carros. Depois vêm: o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Banco Central, a Petrobras, a Caixa, o Ministério da Fazenda, o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho.

Para Hage, os dados mostrariam o sucesso da lei. O ministro disse, porém, que é preciso melhorar a gestão dos documentos nos órgãos do governo porque dados mais antigos provavelmente se perderam.
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A simplificação da discussão econômica
 Enviado por luisnassif, sex, 17/05/2013 - 08:00




Autor:
 Luis Nassif
Coluna Econômica

Esta semana estive na Faculdade de Economia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e na Faculdade de Jornalismo da Fundação Casper Líbero. Nos dois eventos, discutindo a mesma questão: os rumos do jornalismo econômico e das discussões econômicas pela mídia.

Um dos pontos que chama a questão é a maneira como se desenvolve uma teoria econômica. Primeiro, alguns princípios, novas formas de articular as diversas prioridades. Depois esses princípios se transformam quase em slogans, em objetivos únicos que passam a ser brandidos por jornalistas ou economistas de papel.

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A economia é uma ciência humana, que se baseia em alguns princípios, sim, posto que ciência, mas que permite uma variedade de caminhos alternativos para se atingir o que se pretende seja seu objetivo: o de proporcionar o desenvolvimento sustentável do país, com geração de bem estar para seu povo.

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Em muitos aspectos o organismo econômico é similar ao humano. Um médico jamais poderá analisar uma infecção sem levar em conta o equilíbrio do organismo como um todo. Caso contrário, ministrará altas doses de antibiótico que até poderão conter a infecção, mas comprometerão outros órgãos do paciente.

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O grande desafio da política econômica consiste em administrar questões simultâneas, muitas vezes conflitantes,  Há que se permitir o desenvolvimento da economia, mas sem pressionar a inflação. Há que se controlar a inflação, mas sem comprometer drasticamente o emprego e o crescimento.

E ainda tem que administrar conflitos temporais.  Há que se garantir o bem estar presente, mas sem comprometer a estabilidade futura. Tudo isso exigindo escolhas, gradações. Em geral, a maior ou menor ênfase em determinadas prioridades reflete questões objetivas de interesses de setores influentes.

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É isso que explica análises que enatizam exclusivamente um problema, em detrimento dos demais. Imagina-se sempre a economia com um único problema, que precisa ser atacada com a bala de prata, pouco importando as consequências sobre os demais fatores.

Por exemplo, dia desses, o colunista de um jornal econômico mencionava o grande “equívoco” do Banco Central, ao combater a inflação. O “equívoco” consistia em ter promovido uma desvalorização do real, que passou de R$ 1,70 a R$ 2,00 no ano.

Nas cotações atuais, a produção interna está sendo arrasada pela China. Os últimos indicadores apontam para um crescimento do faturamento da indústria de máquinas, e uma redução da produção. Em outras palavras, cada vez mais o industrial importa equipamentos e revende, em lugar de produzir internamente. Faz isso por não conseguir competir com o importado. Ao mesmo tempo, há uma dinâmica de crescimento do déficit em contas correntes que já induz analistas a prever a próximo crise cambial dentro de dois ou três anos.

O que estaria ocorrendo se o dólar tivesse permanecido em R$ 1,70? O Pibinho de 2012 teria sido negativo. O rombo das contas externas teria sido mais agudo. Provavelmente a esta altura do campeonato, todo o mercado já estaria pressionando o câmbio e, em lugar desse carnaval sobre o tomate, a mídia estaria deblaterando sobre problemas concretos, de perspectivas de crise cambial.

E o que o país teria ganhado com o câmbio em R$ 1,70. Segundo o trabalho mencionado pelo jornalista, a inflação anual teria sido 0,6 ponto menor.

O que assusta é que esse tipo de simplificação permeia toda a discussão jornalística