quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Enviado por luisnassif, qui, 03/11/2011 - 16:25


De O Estado de S. Paulo



'O Brasil não vai vencer a Fifa', diz Jèrôme Valcke

Jamil Chade - O Estado de S. Paulo



GENEBRA - A Fifa planeja vender ingressos para a Copa de 2014 a brasileiros por preços entre US$ 20,00 e US$ 30,00 (R$ 34,60 a R$ 51,90), semelhantes aos que se cobram hoje em alguns jogos do Campeonato Brasileiro. Mas esses valores somente serão válidos para a primeira fase. As informações são do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que desembarca no País na segunda-feira para reuniões com o governo que prometem ser decisivas.



Porém, o cartola garantiu ao Estado que a Fifa não vai abrir mão das demais exigências, na defesa de seus parceiros comerciais. Assegura que bebidas alcoólicas serão vendidas nos estádios e alerta: o Brasil não tem chances de vencer uma disputa com a entidade.



Valcke vai ao País para tentar costurar o acordo que estabelece a Lei Geral da Copa, cuja negociação, entende, sofreu atraso por conta da crise no Ministério do Esporte, e participará de audiência pública no Congresso. Insinua que aqueles que estão criticando a Fifa por conta da Lei Geral tentam tirar proveito político da ocasião e admite não saber qual será o custo final do Mundial para o País.



Depois de tanta discussão sobre o papel de São Paulo na Copa, a cidade obteve posição de destaque. O que pesou?



Desde o primeiro dia fomos muito claros com São Paulo. Sendo uma das duas principais cidades do Brasil, não poderia ter um estádio de apenas 40 mil lugares, o que significaria não ter o jogo de abertura e nem semifinal. Agora, o fato de São Paulo ter mostrado que pode entregar o que se comprometeu a fazer, significa que a cidade conseguiu alcançar o que dissemos que poderia ter.



A garantia de dinheiro público ajudou a colocar São Paulo em uma melhor situação?



Não me importo com o dinheiro público. O que me importa é a estrutura de cada cidade. Se pode ter dinheiro privado para estádios e outras coisas, ótimo. Se é dinheiro público, essa é uma decisão do governo, das cidades e dos Estados, não nossa. Não é ter dinheiro público ou privado que decide se uma cidade tem esse ou aquele jogo.



São Paulo insiste que pode ainda receber jogos da Copa das Confederações de 2013, no Morumbi ou no novo estádio do Palmeiras. Há alguma chance?



O que posso dizer é que não há chance alguma de um jogo da Copa das Confederações ocorrer em um estádio que não será usado para a Copa do Mundo. Não faz sentido.



Qual recado o senhor levará ao governo de Dilma Rousseff?



A primeira coisa será encontrar o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Preciso encontrá-lo e garantir que possamos discutir todos os temas. Entendi que haverá uma apresentação minha ao Congresso também. A mensagem que daremos é a de que já fizemos concessões em várias áreas. Espero que possamos compartilhar o sentimento de que chegou o momento de fazer avançar a preparação e não falar mais de leis e regulamentos, que agora devem ser aprovados e assinados. Espero fechar nos próximos dias esse capítulo para passar à organização de fato da Copa.



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