Não a forma do que é doente, mas do que é são em mim. E rejeito e rejeito premida pela mesma força do que trabalha contra a beleza das rochas. Me imploram amor Deus e o mundo. Sou pois mais rica que os dois. Só eu posso dizer a pedra: és bela até a aflição! O mesmo que dizer a ele: sois belo, belo, sois belo. Quase entendo a razão da minha falta de ar. Ao escolher palavras com que narrar minha angústia, eu já respiro melhor. A uns, Deus os quer doentes, a outros quer escrevendo. (Adélia Prado)
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