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domingo, 16 de outubro de 2011



Asas da Amizade (Roger Decano Kiser) escrito em sábado 15 novembro 2008 19:50 amizade



Era uma vez um pequeno menino que vivia em um orfanato. O pequeno menino desejava poder voar como um pássaro. Era muito difícil para ele entender porque não podia voar. Havia pássaros que eram menores que ele, e eles podiam voar...



“Por que não posso voar?”, ele pensava. “Tem alguma coisa errada comigo?”



Um dia, o pequeno menino fugiu do orfanato. Correu, correu e correu muito até que descobriu um parque onde crianças corriam e brincavam. Ele viu um outro pequeno menino que não podia correr e brincar com as outras crianças. Era aleijado... O órfão se aproximou do menino e perguntou:



“Alguma vez você já quis voar como um pássaro?”



“Não”, respondeu o menino que não podia caminhar ou correr. “Mas eu gostaria de caminhar e correr como os outros meninos e meninas”.



“Isso é muito triste”, falou o menino que queria voar. “Nós podemos ser amigos?”



“É claro que podemos!”, respondeu o outro.



Os dois pequenos meninos brincaram por horas. Fizeram castelos de areia... Emitiram sons engraçados com as bocas... Sons que os fizeram rir bastante. Então o pai do pequeno menino veio com uma cadeira de rodas para apanhar seu filho...



O pequeno menino que queria voar se aproximou do pai de seu novo amigo e sussurrou algo em seu ouvido.



“Isso seria ótimo”, disse o homem.



O pequeno menino, que sempre desejou voar como um pássaro, correu até o novo amigo e disse:



“Você é meu único amigo e eu gostaria que houvesse algo que eu pudesse fazer para você caminhar e correr como os outros meninos e meninas. Mas eu não posso. Porém, tem algo que eu posso fazer por você”.



O pequeno menino órfão virou-se e pediu ao amigo que subisse em suas costas. Depois ele começou a correr pela grama. Mais rápido e mais rápido ele correu, enquanto levava o pequeno menino aleijado às costas. Cada vez mais rápido ele corria pelo parque. O vento assobiava em suas faces. O pai do pequeno menino começou a chorar, vendo seu pequeno filho aleijado agitando os braços para cima e para baixo, soltos ao vento, enquanto gritava bem alto:



“Eu estou voando, papai... Eu estou voando!”



E realmente “voava”, feliz... com as asas da amizade.

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