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terça-feira, 25 de outubro de 2011

A vida dos refugiados no Brasil


Enviado por luisnassif, ter, 25/10/2011 - 14:00

Do Opera Mundi



Refugiados encontram dificuldades para trabalhar no Brasil, aponta ONU

Vladimir Platonow/Agência Brasil
Rio de Janeiro

A vida dos refugiados políticos que trocaram seus países pelo Brasil não é fácil. A principal dificuldade – fora aprender uma nova língua e se adaptar à cultura local – é conseguir se encaixar no mercado formal. Embora eles tenham situação jurídica que permite o trabalho legal, com carteira assinada e direitos trabalhistas, a falta de informação dos empresários tem sido a principal barreira para arranjarem um emprego.

Para encontrar formas de melhorar a situação dos cerca de 5,4 mil estrangeiros que vivem no Brasil na condição de refugiados ou solicitantes de refúgio, o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) realiza um encontro no Rio, com a participação de refugiados, de entidades de apoio e do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

O representante da Acnur no Brasil, Andrés Ramirez, considerou que é preciso uma campanha de mídia para esclarecer os empresários sobre quem são os refugiados, até para que não sejam confundidos com imigrantes ilegais. “Às vezes os empregadores não aceitam o documento de solicitante de refúgio, que já dá possibilidade para trabalhar. E também tem a questão do preconceito, pois as pessoas nem sabem o que é um refugiado. Pensam que é alguém criminoso, um foragido”, disse Ramirez.



O diretor executivo da organização Cáritas, que lida diretamente com os refugiados no Rio, Cândido Feliciano da Ponte Neto, aponta outro entrave que dificulta a vida dos estrangeiros: a falta de documentação. “Os refugiados não têm, até porque saíram fugidos de seus países, a documentação que comprova a escolaridade e a experiência de trabalho”, disse Ponte Neto. Segundo ele, a maior parte dos refugiados – distribuídos principalmente no eixo Rio-São Paulo - é proveniente da África, sendo que 60% são de Angola.





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