Economia
Quedas em série
Miriam Leitão, O Globo
A crise europeia já derrubou os governos de Portugal, Itália, Espanha, Irlanda, dois primeiros-ministros gregos, pode influenciar na eleição francesa e já provocou derrotas políticas de Angela Merkel, da Alemanha. Os governos técnicos da Grécia e da Itália não têm varinha de condão. Até sexta-feira, Mario Monti terá que ter a aprovação do Parlamento para o novo governo italiano.
Política e economia andam colados. Não há cor predominante entre vencedores. Se o governo é conservador, ganha a esquerda; se é esquerda, ganha o conservador. O que o eleitor pede é uma nova tentativa do grupo oposto.
Em janeiro, caiu o governo de Brian Cowen na Irlanda. Simplesmente entrou em colapso com a renúncia sucessiva de ministros. Em Portugal, renunciou José Sócrates. Na Espanha, o primeiro-ministro José Luiz Zapatero teve que deixar o governo. Na Grécia, caiu primeiro o governo conservador que tinha manipulado dados das contas públicas para esconder déficit e dívida. O governo socialista de George Papandreau apareceu como alternativa salvadora. Teve o mérito de tirar os esqueletos fiscais de dentro do armário e o que se viu foi assustador: dívida de 150% do PIB e déficit acima de 10%. Mas, sem capacidade de resolver o assunto, caiu também. Na Itália, Silvio Berlusconi sobreviveu a todo o tipo de denúncia de comportamento grotesco, mas não à crise que eleva o custo da dívida italiana.
Leia a íntegra em Quedas em série
Quedas em série
Miriam Leitão, O Globo
A crise europeia já derrubou os governos de Portugal, Itália, Espanha, Irlanda, dois primeiros-ministros gregos, pode influenciar na eleição francesa e já provocou derrotas políticas de Angela Merkel, da Alemanha. Os governos técnicos da Grécia e da Itália não têm varinha de condão. Até sexta-feira, Mario Monti terá que ter a aprovação do Parlamento para o novo governo italiano.
Política e economia andam colados. Não há cor predominante entre vencedores. Se o governo é conservador, ganha a esquerda; se é esquerda, ganha o conservador. O que o eleitor pede é uma nova tentativa do grupo oposto.
Em janeiro, caiu o governo de Brian Cowen na Irlanda. Simplesmente entrou em colapso com a renúncia sucessiva de ministros. Em Portugal, renunciou José Sócrates. Na Espanha, o primeiro-ministro José Luiz Zapatero teve que deixar o governo. Na Grécia, caiu primeiro o governo conservador que tinha manipulado dados das contas públicas para esconder déficit e dívida. O governo socialista de George Papandreau apareceu como alternativa salvadora. Teve o mérito de tirar os esqueletos fiscais de dentro do armário e o que se viu foi assustador: dívida de 150% do PIB e déficit acima de 10%. Mas, sem capacidade de resolver o assunto, caiu também. Na Itália, Silvio Berlusconi sobreviveu a todo o tipo de denúncia de comportamento grotesco, mas não à crise que eleva o custo da dívida italiana.
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