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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Síria

Votação do referendo sobre Constituição tem 26 mortos

Texto abre país ao multipartidismo após décadas de monopólio do partido Baath, do presidente Bashar al Assad; oposição pede boicote

Sírios votam durante referendo para nova Constituição em Damasco Sírios votam durante referendo para nova Constituição em Damasco (Khaled al-Hariri/Reuters)
Vinte e seis pessoas, em sua maioria civis, morreram neste domingo em Homs, cidade rebelde do centro da Síria bombardeada há mais de três semanas, enquanto o país começava a votar no referendo realizado pelo regime sobre uma nova Constituição, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Os sírios começaram neste domingo a votar no plebiscito sobre a nova Constituição, que abre o país ao multipartidismo após décadas de monopólio do partido Baath, do presidente Bashar al Assad. Os colégios eleitorais do referendo - que permitirá ao presidente conservar grandes prerrogativas, apesar de suprimir a proeminência do Partido Baath na Síria - abriram às 07 horas.
Em cada centro eleitoral há cartazes com instruções para facilitar a votação aos cidadãos, que devem ter 18 anos para poder participar deste processo. Ao todo, catorze milhões de pessoas foram convocadas às urnas, mas a oposição, que quer a saída do presidente Bashar al Assad, defende o boicote.
Entenda o conflito na Síria:
O mapa da encrenca
Violência - A opositora Comissão Geral da Revolução Síria denunciou que a violência continua no bairro de Bab Amro e outros distritos do reduto opositor de Homs, no centro do país, onde prosseguem os bombardeios das forças governamentais.
A redação de uma nova Constituição era uma das principais demandas ao início do levante popular contra o regime, em março passado, mas a sangrenta repressão levou os opositores a exigir a renúncia do presidente.
A minuta da Constituição, elaborada por uma comissão designada por Assad, acaba com o monopólio do partido governante Al Baath, que comanda a Síria desde 1963, abre as portas ao multipartidismo e põe limite ao mandato do presidente, de sete anos e só renovável uma vez.
Segundo o texto, a Síria é um "estado democrático e civil" no qual se respeitam "todas as religiões", mas a crença do presidente é no Islã e a fonte principal da legislação é a jurisprudência muçulmana.
(Com agências EFE e France-Presse)

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