O corte de juros na China
Enviado por luisnassif, sex, 06/07/2012 - 11:40
Por Assis
Ribeiro
Corte de juros na China surpreende, aponta Barclays
Banco britânico acredita que, sob esse cenário de flexibilização monetária, empresas do setor de mineração serão favorecidas.
O corte da taxa de juros promovida nesta quinta-feira (5/7) pelo Banco Central da China, ainda que esperado, surpreendeu o mercado por ocorrer pela segunda vez em menos de um mês.
"Nossos economistas esperavam que o BC chinês fosse reduzir a taxa de juros ao longo do ano, mas o movimento aconteceu antes do esperado e junto com a flexibilização monetária do Banco Central Europeu, que vemos como um fator positivo para o sentimento do mercado", afirma relatório do Barclays, assinado pelos analistas Leonardo Correa, Pedro Grimaldi e Luiz Fornari.
A China deve experimentar uma desaceleração em seu ritmo de crescimento no segundo trimestre de 2012, mas as medidas de estímulo do governo chinês devem, gradualmente, contribuir para o ritmo de recuperação do país asiático, diz o Barclays.
No primeiro trimestre de 2012, o Produto Interno Bruto (PIB) da China registrou expansão de 8,1%, o menor desde o segundo trimestre de 2009. No último trimestre de 2011, o PIB chinês cresceu 8,9%.
Além disso, a flexibilização monetária pode ser uma indicação, da própria autoridade monetária, de que os dados econômicos a serem divulgados na próxima semana, como o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2012 e a inflação de junho, serão fracos.
"Nossa expectativa é de que o PIB chinês tenha uma expansão de 7,8% no segundo trimestre, na comparação anual, ante 8,1% no primeiro trimestre", afirma, em relatório, Flemming Nielsen, analista sênior do Danske.
Setorialmente, as medidas de incentivo devem favorecer empresas de mineração, ressaltam os especialistas do Barclays.
Sob esse cenário, as ações da MMX e da Vale, segundo os analistas, se encontram em um ponto de compra interessante.
Inflação
Para o analista do banco dinamarquês, o dado chinês que mais deverá chamar a atenção do mercado na próxima semana será o de inflação, que deve recuar de 3% em maio para 2% em junho.
Para julho, a expectativa é que o índice continue em queda, e fique bem abaixo dos 2%. A meta de inflação do Banco Central chinês é de 4% em 2012.
Essa desaceleração inflacionária deverá permitir que o governo adote medidas mais agressivas para estimular a economia, aponta o especialista.
Já para a produção industrial, a estimativa do Danske aponta para um crescimento de 10% em junho, ante 9,6% em maio.
"A imprensa na China sugere que o crescimento do crédito tem sido forte, e que as vendas de casas melhoraram em junho", comenta Nielsen.
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