A ausência de um "plano-mestre" na reconstrução do Japão
Enviado por luisnassif, qui, 08/03/2012 - 10:06
Por Paulo F.
Da Reuters
Cruz Vermelha do Japão diz ter perdido ano com reconstrução
Por Tetsushi Kajimoto
TÓQUIO, 7 Mar (Reuters) - A Cruz Vermelha japonesa afirmou nesta quarta-feira que um ano inteiro foi perdido na reconstrução das áreas devastadas pelo tsunami no país porque o governo central e as autoridades locais não conseguiram chegar a um acordo sobre um "plano-mestre".
A Cruz Vermelha também disse que o ritmo lento da reconstrução estava aprofundando o sofrimento e pediu esforços intensificados para trazer a região de volta à vida.
Um ano depois de o terremoto de magnitude 9,0 em 11 de março ter provocado um tsunami que matou cerca de 16.000 pessoas e causado a pior crise nuclear do mundo desde Chernobyl, cerca de 326 mil pessoas ainda estão desabrigadas. Quase 3.300 continuam desaparecidas.
p>"O governo central propôs cenários diferentes, mas eles se depararam com uma forte oposição dos governos locais e também das pessoas afetadas diretamente pelo terremoto e tsunami", disse à Reuters o presidente da Cruz Vermelha japonesa, Tadateru Konoe, durante um evento de imprensa marcando o aniversário do desastre.
"Sem chegar a qualquer acordo sobre um plano-mestre para reabilitação e reconstrução, é muito difícil até mesmo iniciar um processo de reconstrução. Eu acho que a primeira coisa (a fazer) é acelerar esse processo, e então eles podem se mobilizar."
"Eu acho que isso deve ser o início de tudo. Então, um ano foi desperdiçado nesse sentido, porque eles não foram capazes de chegar a qualquer consenso."
As esperanças de que o triplo desastre tiraria o Japão do torpor econômico e político de longa data até o momento se mostraram infundadas.
A dívida pública se acumula, enquanto decisões importantes continuam sendo adiadas e os políticos voltaram a brigar em um parlamento sem saída. A desconfiança do público com as autoridades e políticos aumentou.
A Cruz Vermelha arrecadou 400 bilhões de ienes (4,95 bilhões de dólares) no ano passado em doações do Japão e no exterior, oferecendo 290 bilhões de ienes em pagamentos em dinheiro para os moradores afetados.
A entidade informou que as suas atividades mudaram ao longo do ano, passando de atender as necessidades médicas urgentes dos sobreviventes, muitos deles idosos, para um apoio a longo prazo - incluindo ajuda na construção de instalações médicas temporárias e permanentes.
A incerteza, disse a Cruz Vermelha, estava aprofundando a sensação de isolamento sentida por vários sobreviventes, somando-se a enormes fardos psicológicos.
"O ritmo lento da reconstrução ao longo da costa nordeste devastada do Japão está contribuindo para o estresse dos sobreviventes, já que há pouca clareza sobre por quanto tempo eles terão de permanecer em alojamento temporário apertado", disse a entidade em um comunicado.
Da Reuters
Cruz Vermelha do Japão diz ter perdido ano com reconstrução
Por Tetsushi Kajimoto
TÓQUIO, 7 Mar (Reuters) - A Cruz Vermelha japonesa afirmou nesta quarta-feira que um ano inteiro foi perdido na reconstrução das áreas devastadas pelo tsunami no país porque o governo central e as autoridades locais não conseguiram chegar a um acordo sobre um "plano-mestre".
A Cruz Vermelha também disse que o ritmo lento da reconstrução estava aprofundando o sofrimento e pediu esforços intensificados para trazer a região de volta à vida.
Um ano depois de o terremoto de magnitude 9,0 em 11 de março ter provocado um tsunami que matou cerca de 16.000 pessoas e causado a pior crise nuclear do mundo desde Chernobyl, cerca de 326 mil pessoas ainda estão desabrigadas. Quase 3.300 continuam desaparecidas.
p>"O governo central propôs cenários diferentes, mas eles se depararam com uma forte oposição dos governos locais e também das pessoas afetadas diretamente pelo terremoto e tsunami", disse à Reuters o presidente da Cruz Vermelha japonesa, Tadateru Konoe, durante um evento de imprensa marcando o aniversário do desastre.
"Sem chegar a qualquer acordo sobre um plano-mestre para reabilitação e reconstrução, é muito difícil até mesmo iniciar um processo de reconstrução. Eu acho que a primeira coisa (a fazer) é acelerar esse processo, e então eles podem se mobilizar."
"Eu acho que isso deve ser o início de tudo. Então, um ano foi desperdiçado nesse sentido, porque eles não foram capazes de chegar a qualquer consenso."
As esperanças de que o triplo desastre tiraria o Japão do torpor econômico e político de longa data até o momento se mostraram infundadas.
A dívida pública se acumula, enquanto decisões importantes continuam sendo adiadas e os políticos voltaram a brigar em um parlamento sem saída. A desconfiança do público com as autoridades e políticos aumentou.
A Cruz Vermelha arrecadou 400 bilhões de ienes (4,95 bilhões de dólares) no ano passado em doações do Japão e no exterior, oferecendo 290 bilhões de ienes em pagamentos em dinheiro para os moradores afetados.
A entidade informou que as suas atividades mudaram ao longo do ano, passando de atender as necessidades médicas urgentes dos sobreviventes, muitos deles idosos, para um apoio a longo prazo - incluindo ajuda na construção de instalações médicas temporárias e permanentes.
A incerteza, disse a Cruz Vermelha, estava aprofundando a sensação de isolamento sentida por vários sobreviventes, somando-se a enormes fardos psicológicos.
"O ritmo lento da reconstrução ao longo da costa nordeste devastada do Japão está contribuindo para o estresse dos sobreviventes, já que há pouca clareza sobre por quanto tempo eles terão de permanecer em alojamento temporário apertado", disse a entidade em um comunicado.
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