A biruta do PSD

Por Gustavo Belic Cherubine
Nassif e pessoal, Kassab é um jogador ousado ou estouvado?

Vamos conferir o que acontecerá com o PSB.

Abaixo, dois jornais, do mesmo grupo, e impressões diferentes.

Do blogs julia-duailibi, de O Estado de S. Paulo
O prefeito paulistano, Gilberto Kassab (PSD), mergulhou nas articulações para que o PSB apóie a candidatura do ex-governador José Serra à Prefeitura de São Paulo. O principal impasse para que a aliança saia é a coligação na chapa proporcional, a dos vereadores.
ab encontrou-se pela manhã de hoje com o presidente municipal do PSB, vereador Eliseu Gabriel, para discutir a questão. O PSB teme que uma coligação com o partido do prefeito na chapa de vereadores diminua a atual bancada, formada por três parlamentares.
Para os líderes do PSB, a aliança na proporcional dificulta não só a ampliação da bancada como a reeleição dos vereadores. Isso porque o partido do prefeito conta com onze parlamentares com grandes chances de se reeleger e tem condições de ampliar a bancada.
O PSB municipal e estadual quer apoiar o candidato do PSDB a prefeito. Mas a direção nacional do partido prefere a coligação com o PT. Hoje o governador Eduardo Campos, presidente do PSB nacional, chega a São Paulo para discutir a questão.
Do Jornal da Tarde

PSB vai reafirmar apoio ao PT em SP

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JOÃO DOMINGOS
JULIA DUAILIBI
Na tentativa de solucionar o impasse sobre o rumo do PSB na eleição municipal em São Paulo, o presidente do partido, o governador Eduardo Campos (PE), dirá hoje às lideranças paulistas da sigla que as movimentações pró candidatura do ex-governador José Serra à Prefeitura não têm validade nenhuma. Campos não descarta uma intervenção no diretório local do PSB para que seja fechada a aliança em torno do candidato do PT, Fernando Haddad.
O PSDB, por outro lado, colocou em campo uma operação para evitar que o PSB escolha o PT como parceiro nesta eleição. Com a ajuda do prefeito paulistano, Gilberto Kassab (PSD), os tucanos querem o apoio da sigla a Serra, que conversou com os líderes do PSB com o objetivo de segurá-los na coligação liderada pelo PSDB. Em São Paulo, os socialistas fazem parte do governo tucano de Geraldo Alckmin e estão alinhados à gestão Kassab.
Campos aproveitará sua passagem hoje por São Paulo para conversar com esses dirigentes do PSB. Vai lembrá-los de que o último congresso do partido, em novembro, decidiu que todas as alianças para as eleições em capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes têm de ser homologadas pelo diretório nacional.
Como os socialistas só se aproximaram de Serra, sem uma decisão tomada pelo diretório, Campos não anunciará uma intervenção. Mas deixará claro que ela poderá ocorrer, caso os paulistas insistam em ficar do lado tucano.
Campos conversou com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Lula sobre a situação. Cotado para vice do PT na eleição presidencial de 2014, o governador tem interesse em se tornar um aliado prioritário dos petistas.
Kassab chamou ontem o presidente do PSB municipal, Eliseu Gabriel, para uma conversa. Mostrou disposição de colaborar com a eleição dos vereadores da sigla, caso seja feita a aliança. Gabriel, que já trabalhou com Serra no governo Franco Montoro (1983-1987), reuniu-se com o ex-governador na semana passada. O presidente do PSB estadual, Marcio França, secretário de Turismo de Alckmin, conversou com Serra sobre a coligação.
“A opinião do presidente do partido tem muito peso. Nós, no entanto, achamos mais natural caminhar com o governador Alckmin”, declarou França.
O PSDB pretende apoiar o PSB em cidades do interior e do litoral, como Campinas, São José do Rio Preto, Guaratinguetá, Limeira, São Vicente e Peruíbe, em troca do apoio na capital.
Orientação
De acordo com interlocutores do governador de Pernambuco, a situação em São Paulo é bem entendida pela direção da legenda. Mas a política de alianças para a disputa pela Prefeitura paulistana terá de ser a que vier da orientação da presidência do partido.
Campos foi um dos articuladores de uma aliança de Kassab com o PT para apoiar Haddad. Mas quando Serra resolveu concorrer à Prefeitura, o prefeito voltou-se para os tucanos. Assim que tomou a decisão de não mais apoiar Haddad, Kassab ligou para Campos, falou da intenção do ex-governador de concorrer e de seu compromisso com ele.
Sem condições de mudar a decisão de Kassab, o presidente do PSB ligou para a presidente Dilma Rousseff para avisar que José Serra iria concorrer à Prefeitura de São Paulo.