12/01/2012 - 08:23
Por Erick M
Do Terra
Novo Plano de Educação reacende polêmica sobre escola especial
A aprovação do relatório final do Plano Nacional de Educação, que define as estratégias do setor para a década entre 2011 e 2020, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados gerou polêmica entre os educadores. Além do percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à Educação, que foi fixado em 8% (entidades de defesa pediam 10%), o documento aprovado no dia 5 de dezembro criou uma ressalva sobre a universalização do atendimento a alunos com deficiência. A meta número quatro diz que, caso não seja possível integrar esses estudantes em classes comuns, eles terão assegurado atendimento em escolas especiais.
A questão gera controvérsias: enquanto muitos educadores defendem a inclusão no ensino regular a todo custo, instituições especializadas acreditam que alguns alunos perdem tempo em salas comuns.
p>Referência no Brasil quando o assunto é a defesa do direito à educação, Maria Teresa Mantoan é grande crítica das escolas especiais. "Essas instituições excluem e não incluem. E, agora, o governo está propondo isso", afirma, ressaltando que considera o fato um grande retrocesso. "Beira o coitadismo. É dizer que uma pessoa com deficiência não tem condições de aprender no ensino regular", completa.
Professora há 50 anos, Maria Teresa começou sua carreira na área de educação especial. Foi depois de uma experiência como professora em Portugal que passou a considerar o ensino especializado uma forma de exclusão. Ela conta que começou a acreditar em uma escola acessível para todos quando conviveu um dia inteiro com um grupo de crianças que tinham um colega sem braços e sem pernas. De acordo com ela, o estudante conseguia participar de todas as atividades normalmente. Hoje militante pelas diferenças em ambiente de estudo, fundou o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade. "Uma sociedade justa, sem qualquer tipo de discriminação, começa na escola", diz.
As reviravoltas governamentais sobre o tema, porém, têm interferido em sua luta. "Acreditei no governo Dilma sobre a questão da educação para todos", afirma a professora, que foi homenageada pela presidente em março com a medalha da Ordem Nacional do Mérito. "É um momento muito decepcionante para mim. A escola regular deve trabalhar com a diferença e ter a capacidade de oferecer ensino de qualidade para qualquer tipo de aluno. Sem discriminação", completa.
Segundo a legislação brasileira, não se pode negar ou suspender, sem justa causa, a matrícula escolar de nenhum aluno, especialmente quando o motivo é a deficiência. Além disso, a justa causa não pode ser o fato de a escola não se sentir preparada para receber o aluno com necessidades especiais. Essa conduta é tida como crime desde 1989, e a pena ao infrator pode variar de um a quatro anos de prisão, mais multa. "A proposta do Plano Nacional de Educação está indo contra a convenção internacional", diz a educadora, referindo-se à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Constituição do País.
O relator do PNE, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), diz que a meta número quatro visa a universalizar o atendimento escolar aos estudantes com deficiência na rede regular de ensino. Mas, caso não seja possível integrar esse aluno, será garantido para ele um atendimento por parte de instituições voltadas para pessoas com deficiência.
"Isso é um crime na educação. A possibilidade de não integração do estudante com deficiência não deveria existir. A escola tem de ser inclusiva e se adaptar às necessidades dos alunos¿, diz Maria Teresa, ressaltando que inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados. "Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores da pessoa. As práticas pedagógicas também precisam ser revistas".
'A educação especial complementa o ensino regular', afirma psicopedagogo
Autor de livros como Práticas Pedagógicas para a Inclusão e Diversidade e Autismo e Inclusão, o psicopedagogo Eugênio Cunha levanta a bandeira de apoio à meta número quatro do PNE. De acordo com ele, a legislação fala sobre o apoio especializado para atender as peculiaridades da educação especial, quando for necessário. "A educação no ensino especial não exclui a educação no ensino regular. Evidentemente, as necessidades do aluno dirão se é mais adequado estudar em uma escola regular, em uma especial ou nas duas, mas sempre objetivando a inclusão", explica.
Além disso, Cunha defende que o ideal é uma escola regular inclusiva, preparada física e pedagogicamente para receber qualquer tipo de aluno. Contudo, o educador afirma que o fato ainda é realidade distante no Brasil, principalmente em escolas públicas. Sendo assim, ele passa a questionar se é o aluno com necessidades especiais que deve sofrer as consequências de uma escola não inclusiva.
"Por exemplo, crianças autistas, na maioria das vezes, precisam de uma equipe multidisciplinar: terapeuta, fonoaudiólogo, psicopedagogo, nutricionista, dentre outros especialistas, além de metodologia específica, que nem sempre a escola regular possui, principalmente as públicas. O que sabemos é que boas escolas especiais fornecem todo esse cabedal educacional para o aluno com necessidades especiais", conclui.
Dados do Censo Escolar 2010 mostram que existem mais de 500 mil estudantes com deficiência física ou mental nas escolas públicas do País. Porém, apenas 30% das escolas de ensino médio e 12% das instituições de séries iniciais estão preparadas fisicamente para receber esses alunos.
Para Maria Teresa Mantoan, a escola brasileira ainda não está preparada totalmente para uma educação inclusiva, mas se encaminha para isso. Ainda assim, não acredita que a resposta esteja em instituições especializadas. "Essa preparação não irá acontecer antes para que só depois as pessoas com deficiência tenham acesso a escola. Essa preparação é constante, e ocorre no dia a dia, quando uma instituição tem que se adaptar para receber um estudante", diz.
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» Luis Nassif OnlineComentarLink Permanente14 comentários
Re: A Educação Especial no Plano Nacional
qui, 12/01/2012 - 08:43
gabriela fernanda Sou a favor de classes especiais com professores que são ESPECIALISTAS nessa área de educaçào especial. Sou professora de disciplina (matemática) e admito que eu não tenho condições técnicas de conduzir um aluno especial, pois nào tenho formaçào e didática para isso. Só amor e boa vontade não resolvem.
O número de alunos numa classe convencional é de 30 a 45 alunos, o que não é adequado para dar uma atencão diferenciada a um aluno special. As classes para esss alunos devem conter professores especializados, com instrumentação apropriada (nào giz e lousa) e ser restrita ap oucos alunos. Os pedagogos que defendem alunos especial em sala convencional quer somente reduzir o custo do Estado. Socialização se consegue na sociedade, com família e amigos !!
O resto é utopia de pedagogo que não tem o que fazer.
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.responderLink Permanente..Re: A Educação Especial no Plano Nacional
qui, 12/01/2012 - 09:00
Cadinho Em uma classe com 45 alunos, nem aqueles que não apresentam necessidades especiais podem ser devidamente atendidos - ?!!!
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qui, 12/01/2012 - 15:01
Sergio SS Gabriela, pensa bem.
Não serão em todas as salas de aulas que terão inseridos alunos com deficiência. O bom senso diz que, professores que possuem experiência ou foram capacitados para atender estes alunos, receberão classes com alguns alunos deficientes. Simples não? É questão de planejamento.
Outra coisa, algumas deficiências não exigem nenhum preparo extra do professor, especilamente quando falamos de deficiência física, ou deficiência parcial da visão ou audição.
Você como professora precisa se informar melhor sobre pessoas com deficiência para minimizar este seu "pré-conceito".
Sds.
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Viver é afinar um instrumento...
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.responderLink Permanente..Re: A Educação Especial no Plano Nacional
qui, 12/01/2012 - 09:56
Josaphat Aqui em BH, a prefeitura oferece vagas em escolas normais para alunos com necessidades especiais. Como a legislação prevê turmas menores onde estão esses alunos, além do acompanhamento por monitores, a prefeitura os matricula como alunos normais para não ter de considerar a legislação.
É fácil.
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.responderLink Permanente..Re: A Educação Especial no Plano Nacional
qui, 12/01/2012 - 10:29
foo "Professora há 50 anos, Maria Teresa começou sua carreira na área de educação especial. Foi depois de uma experiência como professora em Portugal que passou a considerar o ensino especializado uma forma de exclusão. Ela conta que começou a acreditar em uma escola acessível para todos quando conviveu um dia inteiro com um grupo de crianças que tinham um colega sem braços e sem pernas."
De que tipo de educação especial estamos falando? Alunos com dificuldades locomotoras ou com deficiência mental?
"De acordo com ela, o estudante conseguia participar de todas as atividades normalmente."
Se o aluno consegue acompanhar a velocidade normal da aula, ótimo. O que não é justo é reduzir a velocidade da aula para atender as necessidades de um único estudante.
É preciso avaliar a capacidade intelectual dos alunos. Eu acredito que estudantes superdotados, por exemplo, deveriam ir para escolas especiais, onde possam receber desafios intelectuais compatíveis com sua inteligência.
Acho que este foi o caminho da educação na Coréia do Sul, como foi publicado aqui no blog há alguns dias.
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qui, 12/01/2012 - 11:29
waldecy carlos dionisio Meu filho é portador de necessidades especiais (microcefalia e deficiência entelectual), depois de passar muitos anos perdendo tempo em escola nomal, considerada inclusiva pela Secretaria Municipal de Educação, fui obrigado procurar uma escola especial para complementar sua alfabetização, mas foi decepcionante essa experiência, uma vez que não existe em SP políticas educacionais sérias de inclusão social para quem necessita efetiivamente de atendimento especializado, sendo que na prática tudo não passa de dicursos, sofismas e teorias educacionais que funciona apenas para poucas pessoas com algumas limitações.
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qui, 12/01/2012 - 11:32
Arthemísia A educação inclusiva foi, por muito tempo, uma bandeira de alguns movimentos sociais, particularmente dos movimentos de pessoas com deficiência. Entretanto, alguns destes movimentos têm revisado a questão e vêm discutindo o direito de, por exemplo, ter escolas e universidades para surdos.
Acredito que não apenas os profissionais da educação mas, principalmente, as pessoas com deficiência devem ser ouvidas na questão. A pergunta que pode ser feita nesta polêmica é: garantir vagas em escolas públicas é incluir? Se assim fosse, o Brasil não teria mais excluídos, posto que a esola púbica é universal. De que exclusão/inclusão falamos? Qual o posicionamento da Coordenadoria da Pessoa com Deficiência que compõe a Secretaria Nacional de Direitos Humanos?
Não é a primeira vez que propostas deste governo confrontam propostas arraigadas tanto nos movimentos sociais quanto na esquerda intelectual. Mas isso não significa, necessariamente, que o governo esteja equivocado. O que eu gostaria de saber é quem tem informado/assessorado o governo na construção dessas propostas; assim teríamos uma ideia melhor sobre as referências políticas e teóricas.
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qui, 12/01/2012 - 13:31
pereira da silva arthemísia, a mantoan é uma das principais, se n a principal, assessora do governo nessa área.
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qui, 12/01/2012 - 11:55
Chico Amaro Lamentável esse retrocesso, o debate internacional quanto à inclusão está bem avançado, isso nem deveria estar sendo discutido mais, e sim como receber esses crianças na escola de maneira adequada. O direito à educação é universal, não pode ter condicionantes. As primeiras inciativas de inclusão, que ocorrram na Itália nos anos 70 e mais recentemente em Lioto, fizeram o movimento correto: não esperaram a escola estar "preparada" para receber as crianças com deficiencia, ao contrário, o direito pleno à educação é que obrigou as escolas se adaptarem. Se fomos esperar, nunca vai acontecer.
Entidades como APAE, de atendimento à criança com necessidades especiais, precisam repensar seu papel. Fazem pressão para que não ocorra a inclusão plena, e não percebem que na verdade se abre uma nova oportunidade de atuação, afinal essas entidades tem experiência acumulada que deve ser aproveitada por exemplo na prestação de consultorias aos sistemas de ensino e treinamento de professores. Não é o caso de acabar com a APAE, mas de repensar seu papel.
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qui, 12/01/2012 - 15:13
Sergio SS Mas Chico, claro que devem haver condicionantes, de acordo com o grau de deficiência.
Como vc imagina incluir um deficiênte mental no curso regular? Algumas deficiências mentais exigem remédios fortíssimos e controlados, e não é incomum estas pessoas terem "surtos", ou terem sono excessivo. Não podemos imaginar isto acontecendo numa sala regular. Não é adequado.
Como você imagina um surdo numa educação cuja oralidade é a principal ferramenta de aprendizagem? São poucos os professores que conseguem se expressar em LIBRAS.
O material escolar e os livros didáticos estarão em Braile para os alunos cegos? Ou ele aprenderá somente pela audição?
Alguns casos merecem sim atenção diferenciada, assim como os superdotados.
Mas cabe ressaltar que dos 15% da população brasileira com algum tipo de deficiência, cerca de 90% podem ser incluídos na escola regular sem maiores problemas, bastanto uma capacitação básica e algumas melhorias de infra-estrutura e mobiliário.
Sds.
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qui, 12/01/2012 - 12:10
pereira da silva as prefeituras q "escondem" o aluno especial, estão cometendo um erro. o fundeb remunera mais por esse aluno. outra coisa, esse caso deveria ser levado ao ministério público. parabenizo os autores da matéria por, finalmente, ter trazido o depoimento da professora mantoan. de longe ,a maior especialista brasileira nessa área.
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qui, 12/01/2012 - 12:26
Luiz Gonzaga da Silva Um dos grandes entraves da educação brasileira é o conservadorismo e resistência de alguns professores para enfrentarem novos desafios. Alguns se dizem despreparados e, pronto. Para eles está resolvida a questão.
Estudei no ensino primário com uma menina cega, Maria. A chamavamos carinhosamente de Mariazinha. Essa escola é pública*, ainda existe e fica na Tijuca aqui no Rio. Só para ilustrar, Nelson Rodrigues estudou lá.
A menina participava normalmente da parte oral da aula. Seus exercícios e livros eram traduzidos para o braile por uma funcionária da escola. A aluna era respeitada por todos e era muito estudiosa..
Esse convívio me deixou alguns ensinamentos. Dentre outros, percebí cedo, tinha menos de dez anos, que pessoas com alguma deficiência são capazes. Percebí que, através da história, existiramm pessoas preocupadas em melhorar a vida das outras, por exemplo, me interessei em saber quem era Louis Braile. Se tivesse inteligência e vocação para cientista poderia, como Braile, me interessar em criar algo que facilitasse a vida dessas pessoas.
Esse fato aconteceu numa época com menos recursos físicos e pedagógicos. Então, por que não é possível hoje em dia? Concordo plenamente com a professora Montoan.
Xingar profissionais respeitados, preocupados em melhorar a inclusão escolar de pedagogos desocupados é falta de respeito. Isso mostra o grau de dificuldade de se implementar algo novo nas escolas brasileiras. Geralmente, as reações são virulentas.
*Escola Municipal Prudente de Morais.
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qui, 12/01/2012 - 13:30
Chico Amaro Belo relato, Luiz Gonzaga. É importante entender que a inclusão representa um aprendizado muito maior para quem é considerado "normal": de tolerância, respeito e convivência com as diferenças.
Esse desrespeito ao campo da educação, aos pedagogos, diz muito sobre a situação da educação brasileira.
..Re: A Educação Especial no Plano Nacional
qui, 12/01/2012 - 14:16
Akaky "Xingar profissionais respeitados, preocupados em melhorar a inclusão escolar de pedagogos desocupados é falta de respeito. Isso mostra o grau de dificuldade de se implementar algo novo nas escolas brasileiras. Geralmente, as reações são virulentas."
É tão fácil e desrespeitoso quanto sugerir que os professores têm preguiça e má vontade. Afinal é só ter boa vontade de encarar desafios que um professor, mesmo dando 40 horas de aula, com umas 10 turmas diferentes de 40 alunos cada, em duas escolas diferentes, estará apto a receber um aluno com Down, outro cego e outro deficiente auditivo. É só não ir para casa à noite e sim para o curso de formação em educação especial! Fácil, é só ter vontade de encarar desafios. Fim de semana é para isso mesmo. Afinal, sempre haverá uma funcionária para ateder cada um dos alunos especiais...
Sinceramente, falta "um pouco" de realidade de sala de aula às pessoas. Se esses "jênios" dos conselhos estaduais e nacional de educação fossem obrigados a passarem um ano letivo inteiro aplicando em sala de aula as decisões que tomam, nas mesmas condições de trabalho e carga horária que os professores da rede pública enfrentam no dia a dia. E isso com suas atuações filmadas e disponibilizados na Internet para todos assistirem. Garanto que a opinião deles mudava rapidinho.
É muito fácil jogar um bebê para o alto e depois reclamar que ele se machucou por que as outras pessoas não quiseram segurá-lo.
Por Erick M
Do Terra
Novo Plano de Educação reacende polêmica sobre escola especial
A aprovação do relatório final do Plano Nacional de Educação, que define as estratégias do setor para a década entre 2011 e 2020, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados gerou polêmica entre os educadores. Além do percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à Educação, que foi fixado em 8% (entidades de defesa pediam 10%), o documento aprovado no dia 5 de dezembro criou uma ressalva sobre a universalização do atendimento a alunos com deficiência. A meta número quatro diz que, caso não seja possível integrar esses estudantes em classes comuns, eles terão assegurado atendimento em escolas especiais.
A questão gera controvérsias: enquanto muitos educadores defendem a inclusão no ensino regular a todo custo, instituições especializadas acreditam que alguns alunos perdem tempo em salas comuns.
p>Referência no Brasil quando o assunto é a defesa do direito à educação, Maria Teresa Mantoan é grande crítica das escolas especiais. "Essas instituições excluem e não incluem. E, agora, o governo está propondo isso", afirma, ressaltando que considera o fato um grande retrocesso. "Beira o coitadismo. É dizer que uma pessoa com deficiência não tem condições de aprender no ensino regular", completa.
Professora há 50 anos, Maria Teresa começou sua carreira na área de educação especial. Foi depois de uma experiência como professora em Portugal que passou a considerar o ensino especializado uma forma de exclusão. Ela conta que começou a acreditar em uma escola acessível para todos quando conviveu um dia inteiro com um grupo de crianças que tinham um colega sem braços e sem pernas. De acordo com ela, o estudante conseguia participar de todas as atividades normalmente. Hoje militante pelas diferenças em ambiente de estudo, fundou o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade. "Uma sociedade justa, sem qualquer tipo de discriminação, começa na escola", diz.
As reviravoltas governamentais sobre o tema, porém, têm interferido em sua luta. "Acreditei no governo Dilma sobre a questão da educação para todos", afirma a professora, que foi homenageada pela presidente em março com a medalha da Ordem Nacional do Mérito. "É um momento muito decepcionante para mim. A escola regular deve trabalhar com a diferença e ter a capacidade de oferecer ensino de qualidade para qualquer tipo de aluno. Sem discriminação", completa.
Segundo a legislação brasileira, não se pode negar ou suspender, sem justa causa, a matrícula escolar de nenhum aluno, especialmente quando o motivo é a deficiência. Além disso, a justa causa não pode ser o fato de a escola não se sentir preparada para receber o aluno com necessidades especiais. Essa conduta é tida como crime desde 1989, e a pena ao infrator pode variar de um a quatro anos de prisão, mais multa. "A proposta do Plano Nacional de Educação está indo contra a convenção internacional", diz a educadora, referindo-se à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Constituição do País.
O relator do PNE, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), diz que a meta número quatro visa a universalizar o atendimento escolar aos estudantes com deficiência na rede regular de ensino. Mas, caso não seja possível integrar esse aluno, será garantido para ele um atendimento por parte de instituições voltadas para pessoas com deficiência.
"Isso é um crime na educação. A possibilidade de não integração do estudante com deficiência não deveria existir. A escola tem de ser inclusiva e se adaptar às necessidades dos alunos¿, diz Maria Teresa, ressaltando que inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados. "Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores da pessoa. As práticas pedagógicas também precisam ser revistas".
'A educação especial complementa o ensino regular', afirma psicopedagogo
Autor de livros como Práticas Pedagógicas para a Inclusão e Diversidade e Autismo e Inclusão, o psicopedagogo Eugênio Cunha levanta a bandeira de apoio à meta número quatro do PNE. De acordo com ele, a legislação fala sobre o apoio especializado para atender as peculiaridades da educação especial, quando for necessário. "A educação no ensino especial não exclui a educação no ensino regular. Evidentemente, as necessidades do aluno dirão se é mais adequado estudar em uma escola regular, em uma especial ou nas duas, mas sempre objetivando a inclusão", explica.
Além disso, Cunha defende que o ideal é uma escola regular inclusiva, preparada física e pedagogicamente para receber qualquer tipo de aluno. Contudo, o educador afirma que o fato ainda é realidade distante no Brasil, principalmente em escolas públicas. Sendo assim, ele passa a questionar se é o aluno com necessidades especiais que deve sofrer as consequências de uma escola não inclusiva.
"Por exemplo, crianças autistas, na maioria das vezes, precisam de uma equipe multidisciplinar: terapeuta, fonoaudiólogo, psicopedagogo, nutricionista, dentre outros especialistas, além de metodologia específica, que nem sempre a escola regular possui, principalmente as públicas. O que sabemos é que boas escolas especiais fornecem todo esse cabedal educacional para o aluno com necessidades especiais", conclui.
Dados do Censo Escolar 2010 mostram que existem mais de 500 mil estudantes com deficiência física ou mental nas escolas públicas do País. Porém, apenas 30% das escolas de ensino médio e 12% das instituições de séries iniciais estão preparadas fisicamente para receber esses alunos.
Para Maria Teresa Mantoan, a escola brasileira ainda não está preparada totalmente para uma educação inclusiva, mas se encaminha para isso. Ainda assim, não acredita que a resposta esteja em instituições especializadas. "Essa preparação não irá acontecer antes para que só depois as pessoas com deficiência tenham acesso a escola. Essa preparação é constante, e ocorre no dia a dia, quando uma instituição tem que se adaptar para receber um estudante", diz.
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Re: A Educação Especial no Plano Nacional
qui, 12/01/2012 - 08:43
gabriela fernanda Sou a favor de classes especiais com professores que são ESPECIALISTAS nessa área de educaçào especial. Sou professora de disciplina (matemática) e admito que eu não tenho condições técnicas de conduzir um aluno especial, pois nào tenho formaçào e didática para isso. Só amor e boa vontade não resolvem.
O número de alunos numa classe convencional é de 30 a 45 alunos, o que não é adequado para dar uma atencão diferenciada a um aluno special. As classes para esss alunos devem conter professores especializados, com instrumentação apropriada (nào giz e lousa) e ser restrita ap oucos alunos. Os pedagogos que defendem alunos especial em sala convencional quer somente reduzir o custo do Estado. Socialização se consegue na sociedade, com família e amigos !!
O resto é utopia de pedagogo que não tem o que fazer.
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qui, 12/01/2012 - 09:00
Cadinho Em uma classe com 45 alunos, nem aqueles que não apresentam necessidades especiais podem ser devidamente atendidos - ?!!!
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qui, 12/01/2012 - 15:01
Sergio SS Gabriela, pensa bem.
Não serão em todas as salas de aulas que terão inseridos alunos com deficiência. O bom senso diz que, professores que possuem experiência ou foram capacitados para atender estes alunos, receberão classes com alguns alunos deficientes. Simples não? É questão de planejamento.
Outra coisa, algumas deficiências não exigem nenhum preparo extra do professor, especilamente quando falamos de deficiência física, ou deficiência parcial da visão ou audição.
Você como professora precisa se informar melhor sobre pessoas com deficiência para minimizar este seu "pré-conceito".
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qui, 12/01/2012 - 09:56
Josaphat Aqui em BH, a prefeitura oferece vagas em escolas normais para alunos com necessidades especiais. Como a legislação prevê turmas menores onde estão esses alunos, além do acompanhamento por monitores, a prefeitura os matricula como alunos normais para não ter de considerar a legislação.
É fácil.
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qui, 12/01/2012 - 10:29
foo "Professora há 50 anos, Maria Teresa começou sua carreira na área de educação especial. Foi depois de uma experiência como professora em Portugal que passou a considerar o ensino especializado uma forma de exclusão. Ela conta que começou a acreditar em uma escola acessível para todos quando conviveu um dia inteiro com um grupo de crianças que tinham um colega sem braços e sem pernas."
De que tipo de educação especial estamos falando? Alunos com dificuldades locomotoras ou com deficiência mental?
"De acordo com ela, o estudante conseguia participar de todas as atividades normalmente."
Se o aluno consegue acompanhar a velocidade normal da aula, ótimo. O que não é justo é reduzir a velocidade da aula para atender as necessidades de um único estudante.
É preciso avaliar a capacidade intelectual dos alunos. Eu acredito que estudantes superdotados, por exemplo, deveriam ir para escolas especiais, onde possam receber desafios intelectuais compatíveis com sua inteligência.
Acho que este foi o caminho da educação na Coréia do Sul, como foi publicado aqui no blog há alguns dias.
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qui, 12/01/2012 - 11:29
waldecy carlos dionisio Meu filho é portador de necessidades especiais (microcefalia e deficiência entelectual), depois de passar muitos anos perdendo tempo em escola nomal, considerada inclusiva pela Secretaria Municipal de Educação, fui obrigado procurar uma escola especial para complementar sua alfabetização, mas foi decepcionante essa experiência, uma vez que não existe em SP políticas educacionais sérias de inclusão social para quem necessita efetiivamente de atendimento especializado, sendo que na prática tudo não passa de dicursos, sofismas e teorias educacionais que funciona apenas para poucas pessoas com algumas limitações.
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.responderLink Permanente..Re: A Educação Especial no Plano Nacional
qui, 12/01/2012 - 11:32
Arthemísia A educação inclusiva foi, por muito tempo, uma bandeira de alguns movimentos sociais, particularmente dos movimentos de pessoas com deficiência. Entretanto, alguns destes movimentos têm revisado a questão e vêm discutindo o direito de, por exemplo, ter escolas e universidades para surdos.
Acredito que não apenas os profissionais da educação mas, principalmente, as pessoas com deficiência devem ser ouvidas na questão. A pergunta que pode ser feita nesta polêmica é: garantir vagas em escolas públicas é incluir? Se assim fosse, o Brasil não teria mais excluídos, posto que a esola púbica é universal. De que exclusão/inclusão falamos? Qual o posicionamento da Coordenadoria da Pessoa com Deficiência que compõe a Secretaria Nacional de Direitos Humanos?
Não é a primeira vez que propostas deste governo confrontam propostas arraigadas tanto nos movimentos sociais quanto na esquerda intelectual. Mas isso não significa, necessariamente, que o governo esteja equivocado. O que eu gostaria de saber é quem tem informado/assessorado o governo na construção dessas propostas; assim teríamos uma ideia melhor sobre as referências políticas e teóricas.
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qui, 12/01/2012 - 13:31
pereira da silva arthemísia, a mantoan é uma das principais, se n a principal, assessora do governo nessa área.
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qui, 12/01/2012 - 11:55
Chico Amaro Lamentável esse retrocesso, o debate internacional quanto à inclusão está bem avançado, isso nem deveria estar sendo discutido mais, e sim como receber esses crianças na escola de maneira adequada. O direito à educação é universal, não pode ter condicionantes. As primeiras inciativas de inclusão, que ocorrram na Itália nos anos 70 e mais recentemente em Lioto, fizeram o movimento correto: não esperaram a escola estar "preparada" para receber as crianças com deficiencia, ao contrário, o direito pleno à educação é que obrigou as escolas se adaptarem. Se fomos esperar, nunca vai acontecer.
Entidades como APAE, de atendimento à criança com necessidades especiais, precisam repensar seu papel. Fazem pressão para que não ocorra a inclusão plena, e não percebem que na verdade se abre uma nova oportunidade de atuação, afinal essas entidades tem experiência acumulada que deve ser aproveitada por exemplo na prestação de consultorias aos sistemas de ensino e treinamento de professores. Não é o caso de acabar com a APAE, mas de repensar seu papel.
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qui, 12/01/2012 - 15:13
Sergio SS Mas Chico, claro que devem haver condicionantes, de acordo com o grau de deficiência.
Como vc imagina incluir um deficiênte mental no curso regular? Algumas deficiências mentais exigem remédios fortíssimos e controlados, e não é incomum estas pessoas terem "surtos", ou terem sono excessivo. Não podemos imaginar isto acontecendo numa sala regular. Não é adequado.
Como você imagina um surdo numa educação cuja oralidade é a principal ferramenta de aprendizagem? São poucos os professores que conseguem se expressar em LIBRAS.
O material escolar e os livros didáticos estarão em Braile para os alunos cegos? Ou ele aprenderá somente pela audição?
Alguns casos merecem sim atenção diferenciada, assim como os superdotados.
Mas cabe ressaltar que dos 15% da população brasileira com algum tipo de deficiência, cerca de 90% podem ser incluídos na escola regular sem maiores problemas, bastanto uma capacitação básica e algumas melhorias de infra-estrutura e mobiliário.
Sds.
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Viver é afinar um instrumento...
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.responderLink Permanente..Re: A Educação Especial no Plano Nacional
qui, 12/01/2012 - 12:10
pereira da silva as prefeituras q "escondem" o aluno especial, estão cometendo um erro. o fundeb remunera mais por esse aluno. outra coisa, esse caso deveria ser levado ao ministério público. parabenizo os autores da matéria por, finalmente, ter trazido o depoimento da professora mantoan. de longe ,a maior especialista brasileira nessa área.
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qui, 12/01/2012 - 12:26
Luiz Gonzaga da Silva Um dos grandes entraves da educação brasileira é o conservadorismo e resistência de alguns professores para enfrentarem novos desafios. Alguns se dizem despreparados e, pronto. Para eles está resolvida a questão.
Estudei no ensino primário com uma menina cega, Maria. A chamavamos carinhosamente de Mariazinha. Essa escola é pública*, ainda existe e fica na Tijuca aqui no Rio. Só para ilustrar, Nelson Rodrigues estudou lá.
A menina participava normalmente da parte oral da aula. Seus exercícios e livros eram traduzidos para o braile por uma funcionária da escola. A aluna era respeitada por todos e era muito estudiosa..
Esse convívio me deixou alguns ensinamentos. Dentre outros, percebí cedo, tinha menos de dez anos, que pessoas com alguma deficiência são capazes. Percebí que, através da história, existiramm pessoas preocupadas em melhorar a vida das outras, por exemplo, me interessei em saber quem era Louis Braile. Se tivesse inteligência e vocação para cientista poderia, como Braile, me interessar em criar algo que facilitasse a vida dessas pessoas.
Esse fato aconteceu numa época com menos recursos físicos e pedagógicos. Então, por que não é possível hoje em dia? Concordo plenamente com a professora Montoan.
Xingar profissionais respeitados, preocupados em melhorar a inclusão escolar de pedagogos desocupados é falta de respeito. Isso mostra o grau de dificuldade de se implementar algo novo nas escolas brasileiras. Geralmente, as reações são virulentas.
*Escola Municipal Prudente de Morais.
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.responderLink Permanente..Re: A Educação Especial no Plano Nacional
qui, 12/01/2012 - 13:30
Chico Amaro Belo relato, Luiz Gonzaga. É importante entender que a inclusão representa um aprendizado muito maior para quem é considerado "normal": de tolerância, respeito e convivência com as diferenças.
Esse desrespeito ao campo da educação, aos pedagogos, diz muito sobre a situação da educação brasileira.
..Re: A Educação Especial no Plano Nacional
qui, 12/01/2012 - 14:16
Akaky "Xingar profissionais respeitados, preocupados em melhorar a inclusão escolar de pedagogos desocupados é falta de respeito. Isso mostra o grau de dificuldade de se implementar algo novo nas escolas brasileiras. Geralmente, as reações são virulentas."
É tão fácil e desrespeitoso quanto sugerir que os professores têm preguiça e má vontade. Afinal é só ter boa vontade de encarar desafios que um professor, mesmo dando 40 horas de aula, com umas 10 turmas diferentes de 40 alunos cada, em duas escolas diferentes, estará apto a receber um aluno com Down, outro cego e outro deficiente auditivo. É só não ir para casa à noite e sim para o curso de formação em educação especial! Fácil, é só ter vontade de encarar desafios. Fim de semana é para isso mesmo. Afinal, sempre haverá uma funcionária para ateder cada um dos alunos especiais...
Sinceramente, falta "um pouco" de realidade de sala de aula às pessoas. Se esses "jênios" dos conselhos estaduais e nacional de educação fossem obrigados a passarem um ano letivo inteiro aplicando em sala de aula as decisões que tomam, nas mesmas condições de trabalho e carga horária que os professores da rede pública enfrentam no dia a dia. E isso com suas atuações filmadas e disponibilizados na Internet para todos assistirem. Garanto que a opinião deles mudava rapidinho.
É muito fácil jogar um bebê para o alto e depois reclamar que ele se machucou por que as outras pessoas não quiseram segurá-lo.
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