Enviado por Valéria Maniero - 11.1.2012
15h20m
Comércio exterior
Na Argentina, é preciso licença para importar
Na Argentina, quem quiser importar terá de pedir permissão ao governo. Depois das licenças não-automáticas, barreira que dificulta o comércio, novas travas vêm aí: a partir do dia 1º de fevereiro, qualquer empresa interessada em comprar fora produtos destinados ao consumo deverá apresentar uma declaração detalhando o pedido que, se aprovada pelos órgãos oficiais, poderá seguir adiante; caso contrário, deverá regularizar as pendências.
O controle das importações subiu para um nível não visto desde a década de 80, como diz o "Clarín", que ainda explica:
- Nenhuma companhia poderá importar nem um alfinete do estrangeiro sem a autorização prévia de vários organismos estatais - diz matéria do jornal.
Empresas dizem que a medida pode afetar as linhas de produção. Para planejá-la, primeiro precisarão saber quando terão os insumos.
Segundo o "Clarín", trata-se de mais uma medida para controlar o comércio exterior e tentar manter o superávit comercial em meio à crise econômica da Europa, à desaceleração global e à possível queda das receitas de exportação agrícolas por causa da seca.
Em tempos de crise, os países tendem a colocar mais barreiras à importação de produtos e saem em defesa da produção nacional. O comércio internacional sofre com isso. Não tem jeito: ganhará espaço o país que for mais competitivo, não o que proteger mais.
Em artigo publicado no site do "La Nación", com o título "Importar, uma questão de Estado", Emiliano Galli, um dos editores do jornal, diz que a eficácia da medida está no fator tempo:
- A demora na tramitação vai funcionar como um não incentivo à importação. A burocracia se transforma, assim, na ferramenta-chave para se obter mais controle, objetivo que oculta a finalidade principal: evitar a fuga de divisas e um provável déficit comercial.
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Na Argentina, é preciso licença para importar
Na Argentina, quem quiser importar terá de pedir permissão ao governo. Depois das licenças não-automáticas, barreira que dificulta o comércio, novas travas vêm aí: a partir do dia 1º de fevereiro, qualquer empresa interessada em comprar fora produtos destinados ao consumo deverá apresentar uma declaração detalhando o pedido que, se aprovada pelos órgãos oficiais, poderá seguir adiante; caso contrário, deverá regularizar as pendências.
O controle das importações subiu para um nível não visto desde a década de 80, como diz o "Clarín", que ainda explica:
- Nenhuma companhia poderá importar nem um alfinete do estrangeiro sem a autorização prévia de vários organismos estatais - diz matéria do jornal.
Empresas dizem que a medida pode afetar as linhas de produção. Para planejá-la, primeiro precisarão saber quando terão os insumos.
Segundo o "Clarín", trata-se de mais uma medida para controlar o comércio exterior e tentar manter o superávit comercial em meio à crise econômica da Europa, à desaceleração global e à possível queda das receitas de exportação agrícolas por causa da seca.
Em tempos de crise, os países tendem a colocar mais barreiras à importação de produtos e saem em defesa da produção nacional. O comércio internacional sofre com isso. Não tem jeito: ganhará espaço o país que for mais competitivo, não o que proteger mais.
Em artigo publicado no site do "La Nación", com o título "Importar, uma questão de Estado", Emiliano Galli, um dos editores do jornal, diz que a eficácia da medida está no fator tempo:
- A demora na tramitação vai funcionar como um não incentivo à importação. A burocracia se transforma, assim, na ferramenta-chave para se obter mais controle, objetivo que oculta a finalidade principal: evitar a fuga de divisas e um provável déficit comercial.
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