Enviado por Míriam Leitão - 11.1.2012
13h41m
NA CBN
Alemanha: desemprego baixo, juro negativo e alta exportação
Vários países da Europa entraram em recessão em 2011, mas a Alemanha cresceu 3%, um pouco menos do que no ano anterior (3,7%) e continua forte. A previsão para este ano, por exemplo, é que França, Bélgica, Grécia, Espanha e Portugal vão encolher, ter recessão; o PIB da Alemanha, no entanto, continuará em expansão.
Esta semana aconteceu um fato interessante: o país conseguiu financiar um título de US$ 5 bilhões a juros negativos, como conta o jornalista Stefan Schultz, do Der Spiegel, em artigo publicado hoje no jornal "O Estado de S.Paulo". É o sonho ideal de todo devedor: os credores dão dinheiro ao país, que paga menos do que pegou emprestado.
O jornalista mostra que nos últimos quatro anos, em média, a Alemanha pagou juros de 1,8% para rolar seus títulos. A Itália, que tem uma dívida de 1,9 trilhão de euros, está pagando 7% para se ter uma ideia.
E enquanto o desemprego na zona do euro está em 10,3%, na Alemanha está em 7%.
Outro fator que favorece a Alemanha: muita mão de obra qualificada que não consegue emprego nos seus países está indo para lá. Foram 4.100 gregos, por exemplo. Ainda segundo Schultz, o total de imigrantes cresceu 19%, chegando a 435 mil.
O euro fraco também favorece o país, porque seus produtos chegam mais baratos em outros países, aumentando sua competitividade. A Alemanha é uma máquina de exportar, já bateu 1 trilhão de euros em 12 meses. O país tem lá seus problemas, mas tem sido beneficiado pela crise dos outros países.
13h41m
NA CBN
Alemanha: desemprego baixo, juro negativo e alta exportação
Vários países da Europa entraram em recessão em 2011, mas a Alemanha cresceu 3%, um pouco menos do que no ano anterior (3,7%) e continua forte. A previsão para este ano, por exemplo, é que França, Bélgica, Grécia, Espanha e Portugal vão encolher, ter recessão; o PIB da Alemanha, no entanto, continuará em expansão.
Esta semana aconteceu um fato interessante: o país conseguiu financiar um título de US$ 5 bilhões a juros negativos, como conta o jornalista Stefan Schultz, do Der Spiegel, em artigo publicado hoje no jornal "O Estado de S.Paulo". É o sonho ideal de todo devedor: os credores dão dinheiro ao país, que paga menos do que pegou emprestado.
O jornalista mostra que nos últimos quatro anos, em média, a Alemanha pagou juros de 1,8% para rolar seus títulos. A Itália, que tem uma dívida de 1,9 trilhão de euros, está pagando 7% para se ter uma ideia.
E enquanto o desemprego na zona do euro está em 10,3%, na Alemanha está em 7%.
Outro fator que favorece a Alemanha: muita mão de obra qualificada que não consegue emprego nos seus países está indo para lá. Foram 4.100 gregos, por exemplo. Ainda segundo Schultz, o total de imigrantes cresceu 19%, chegando a 435 mil.
O euro fraco também favorece o país, porque seus produtos chegam mais baratos em outros países, aumentando sua competitividade. A Alemanha é uma máquina de exportar, já bateu 1 trilhão de euros em 12 meses. O país tem lá seus problemas, mas tem sido beneficiado pela crise dos outros países.
Nenhum comentário:
Postar um comentário