A Organização de Cooperação de Xangai delibera pela paz
Enviado por luisnassif, sex, 08/06/2012 - 11:17
Por Marco Antonio
L.
De Rede Castor Photo
De Rede Castor Photo
Conclusão da Cúpula da Organização de Cooperação de Xangai: “Pela paz. Contra qualquer tipo de intervencionismo”
7/6/2012, Xinhuanet, China
- Shanghai
Cooperation Organization (SCO)
Traduzido pelo pessoal da Vila
Vudu
| A 12 ª Reunião do Conselho (extendido) de Chefes de Estados-Membros da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) foi realizada no Grande Salão do Povo, no centro de Pequim, capital da China, 7 de junho de 2012. (Foto: Xinhua /Rao aimin) |
PEQUIM (Xinhua) – Na conclusão
da reunião de cúpula da Organização
de Cooperação de Xangai, hoje, 5ª-feira, os estados-membros
assinaram declaração conjunta em que unanimemente rejeitam qualquer tipo de
intervenção militar como meio para resolver as graves questões internacionais em
vários pontos do mundo.
Nos termos da declaração
distribuída imediatamente depois de concluída a reunião, todos os
estados-membros da SCO declararam sua oposição a intervenção militar na Síria e
rejeitaram a ideia de mudança provocada de regime naquele país.
Os estados-membros da SCO
também rejeitaram o uso de meios militares para resolver a disputa em torno da
questão nuclear contra o Irã e optam por apoiar o diálogo e outros meios
diplomáticos.
Há inúmeros importantes
motivos pelos quais é muito oportuno esse apelo pela paz e pela estabilidade,
com apoio à resolução pacífica das questões atuais, em todo o
mundo.
Por todo o planeta, do Oriente
Médio ao Norte da África, conflitos armados e ataques terroristas ainda
continuam a fazer vítimas civis inocentes, com muitos países nessas regiões,
desde o ano passado, ainda mergulhados no caos e na anarquia.
A segurança e a estabilidade
dos países reunidos na Organização de Cooperação de Xangai estão intimimamente
associadas à segurança e estabilidade nessas regiões. Os líderes reunidos na
cúpula da SCO decidem e declaram que só será possível chegar à paz, por meios
pacíficos.
É experiência sempre repetida
na história humana, recente e remota, que responder à violência com mais
violência só leva a mais violência e gera ódios difíceis de
aplacar.
Mais de um ano se passou,
desde que as forças da OTAN puseram-se a bombardear a Líbia para derrubar o
governo que lá estava. O governo foi derrubado, mas, até hoje, o país continua
mergulhado no caos.
Não bastasse o exemplo da
Líbia, já se passaram mais de dez anos desde que os EUA e seus parceiros na
coalizão da OTAN derrubaram o regime dos Talibã no Afeganistão – país que tem
fronteiras com vários estados-membos da Organização de Cooperação de
Xangai.
Embora Washington trace já
planos para a retirada, poucos são otimistas quanto à capacidade de o
Afeganistão manter-se em segurança por meios próprios, considerada a fragilidade
de seu aparelho de segurança e os frequentes atentados à bomba que não param de
repetir-se.
Por tudo isso, é mais que hora
de dizer “não” a qualquer tipo de intervenção militar, porque não se admite que
as dolorosas experiências recentes continuem a repetir-se
indefinidamente.
A reunião de cúpula da
Organização de Cooperação de Xangai é a primeira vez que os líderes de todos os
estados-membros reúnem-se e manifestam-se, numa só voz, sobre amplas questões
internacionais. Com o crescente poder econômico e a indiscutível posição de
destaque que ocupa no cenário internacional, esse novo bloco multinacional
passa, ativamente, a atuar como força-chave a favor da paz no
mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário