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Questão de relevânciaEnviado por luisnassif, seg, 05/12/2011 - 13:00
Autor:
Johnny Gonçalves Um breve retrospecto, com abuso do "modo ironia". Tudo começou com denúncias de propinas pagas para restabelecer o fluxo de recursos a ONGs que sofreram bloqueio de verbas por não cumprimento de suas obrigações. O secretário supostamente envolvido foi afastado, mas isso não se mostrou suficiente. Surgiu, então, a história do jatinho, que inicialmente havia sido pago por um proprietário de ONG e, em seguida, passou a ser tido como providenciado pelo mesmo, e até agora ninguém sabe quem pagou. Naturalmente, o frete de um jatinho envolve cifras milionárias. A citação à bala (quanta arrogância do ministro) transformou-se em busca frenética pela bala de prata. Veio o acúmulo no exercício de cargos comissionados e o parecer da comissão de ética. Situação política insustentável, o ministro caiu. Foi uma queda necessária, espero que venha um bom substituto, quem sabe este substituto seja o excelente Brizola Neto. A praxe tem revelado auspiciosas trocas de ministros. Voltando à questão da relevância, à questão central das proporções: se todos os R$ 230 mi em convênios do Ministério do Trabalho forem fraudes absolutas, eu disse todos, mesmo assim representariam apenas uma parcela de dois pequenos (pequenos pela relevância na mídia) escândalos recentes no governo de São Paulo. Primeiro escândalo, a Justiça pediu o afastamento do presidente do Metrô de SP por indícios de fraudes em processo licitatório. Prejuízo ao cofres públicos: a bagatela de R$ 326 milhões. O homem foi mantido no cargo, o julgamento transcorre na Justiça, neste caso não existe julgamento político, tudo na mídia se passa como um fragmento de tapioca. Fragmento irrelevante, pois a roubalheira em SP é probleminha local, de escassa importância diante das cifras astronômicas desviadas no âmbito da União. Desculpem-me pelo exagero nas figuras de linguagem. Segundo escândalo, o Ministério Público de SP pediu afastamento e bloqueio de bens do prefeito Kassab por irregularidades relacionadas à contratação de empresa para inspeção veicular. Forçou a barra em concorrências vencidas e nulas, perdoou a inabilitação técnica e financeira, acolheu tolerantemente alterações fajutas no controle acionário da hoje poderosa Controlar. Prejuízo aos cofres públicos: outra bagatela de R$ 1 bilhão. Um bilhãozinho, quase o preço de um jatinho. Irrelevante, a notícia frequenta as manchetes por um ou dois dias. Está bem, são probleminhas locais, não dediquemos a eles a mesma publicidade que merece uma safadeza no ministério. Sobre o jatinho, dois meses repisando o escândalo são até pouco, é preciso fixar bem na memória de todos a existência de um problema tão grave. Enquanto a mídia repisa o jatinho-tapioca, o dinheiro público em cifras graúdas vai sendo desviado e quase não se percebe. Os paulistanos passeiam felizes a bordo de seus carrinhos. A poluição por monóxido foi banida da cidade graças ao nossos prestimosos governantes locais. O metrô, então, é uma maravilha, foi planejado em perfeita consonância com o crescimento de nossa cidadezinha. Probleminhas locais? Deixa pra lá,
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
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O papel de imprensa nestas quedas de ministros já foi bastante discutida neste espaço. Não se apaga o que se disse, mas se deve acrescentar observações da dinâmica interna das relações de poder na base aliada.
E o caso Pimentel, vc acha que está sendo vazado pela dissidência do PT de BH que ainda não engoliu Marcio Lacerda?
Pimentel deve Cair?
Suas observações sobre a dinâmica interna das relações de poder na base aliada são relevantes... Mas sua conclusão de que a mídia foi apenas veículo na queda do Lupi é equivocada...
A mídia tem um projeto mais amplo de identificar os governos Lula\Dilma como governos MAIS corruptos do que o governo FHC... Por isso ela embarcará em qualquer denúncia contra o governo Dilma... Só não embarcaria no caso de ministros da sua inteira confiança como os nada saudosos Hélio Costa e Henrique Meireles...
É a única bandeira que restou à oposição desde muito tempo atrás... E para isso ela tem que omitir toda a REDE DE CORRUPÇÃO que vem sendo
...Ver maismontada nos governos tucanos, especialmente em São Paulo...
De fato, a mídia ajuda os governos do PT serem muito menos corruptos do que os dos tucanos, pois ela simplesmente faz vistas GROSSAS ao escândalos do PSDB...
Cronologia de uma fritura.
1) Um, ou mais, desafeto procura um jornalista e passa uma informação. O jornalista, sem investigar, sopra a informação que serve de balão de ensaio.
2) Pela repercursão da informação, determinado "veículo" se encarrega do "ponta pé" inicial.
...Ver mais3) Uma série de denúncias é preparada para alimentar a cadeia da fritura.
4) Nesta fase o acusado deve fazer uma defesa veemente de forma clara e objetiva e apontar diretamente para os seus acusadores. É sua única chance.
5) Essa série de denúncias apresentadas em curto espaço de tempo não permite que o jornalista investigue a sua veracidade.
6) A veículação dessas denúncias, quase que diariamente, não permite ao denunciado se defender apropriadamente.
7) A massificação das denúncias, fundamentadas ou não, intensifica a perda de apoio político do denunciado.
8) Essas denúncias, pelo tempo de exposição, começam a respingar por todos os lados.
9) Nessa fase a perda de apoio político é total, já não importa se as denúncias são verdadeiras ou não.
10) O processo é concluído com a renúncia inevitável do denunciado, inocente ou não.
O que faltou ao ministro Lupi.
VEJA, salvo erro de memória, saiu com seis capas seguidas com o Lula com chamadas subrepíticias visando induzir um eventual processe de impedimento do ex-presidente(vide baixo).
Entretanto, a mídia, se em peso, atacar um governo pode enfraquecê-lo; derrubá-lo, não. É o caso da Venezuela. O problema não é a mídia em si, mas o que ou quem ela representa. Aí reside o perigo.
Esse mito de que a imprensa derruba governos fortaleceu-se a partir do escândalo do Watergate. Ora, Nixon renunciou porque cometeu vá
...Ver maisrios crimes, um deles imperdoável, qual seja mentir para as instituições, no caso o Congresso e a Justiça americana.
http://noticias.r7.com/videos/executivo-da-globo-afirma-que-ajudou-collor-nas-eleicoes-de-1989/idmedia/4edc093bb51a6523b980f598.html
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