segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Blog do luis nassif


A maestria na materialização de personagens da literatura infantil e de contos de fadas em “visões vivas” dos mesmos é única. Recentemente o site vermelho.org fez uma homenagem ao escritor Carlo Collodi. Qual a imagem utilizada? Justamente o Pinóquio de Disney (aliás, na minha opinião, o melhor filme do estúdio e um dos mais lindos da história do cinema. Revi há dois anos e ainda me parece atual em seus 70 anos.)
Também é difícil imaginar Branca de Neve, Cinderela, Alice ou Peter Pan diferentes que em seus filmes, a representação feita pelos estúdios Disney se disseminou de tal modo que praticamente apagou da memória coletiva qualquer desenho  que anteriormente ilustrasse livros infantis. Os ilustradores depois, de um modo ou de outro, sempre acabam se referenciando aos filmes da Disney.
Qual o filme dos estúdios Disney que vocês mais gostaram? Existe alguém que nunca tenha visto um? (Eu devo ter visto uns 20...)
Eu e Disney.
Desde pequeno eu sabia (só não lembro como) que eu fazia aniversário com “Papai Disney”. Não sei se isso de algum modo influenciou pra eu gostar mais de seus quadrinhos e filmes que de outros que existiam na época. Meu irmão mais velho e meus primos não davam a mesma “bola” e preferiam super-heróis ou Turma da Mônica, etc. Mas nunca vou esquecer de algumas cenas de Dumbo, o primeiro filme que vi no cinema (Cine Nacional, na Lapa), aos 6 anos, levado por meu irmão.
Quem nunca sonhou em conhecer a Disneylândia? Eu de criança sim (como obviamente quase todas as crianças de várias gerações e países), comprava muitos gibis (não por acaso editados pela Abril e razão de sua fortuna...destino quase único da minha mesadinha) e fantasiava muito com isso, via os anúncios da Tia Augusta, mesmo sabendo da completa impossibilidade disso (crianças fantasiam mas não são burras.) Não é por acaso que minha primeira viagem ao exterior, aos 23 anos, foi pra Disney World, que completou 40 anos este ano (valeu muito a pena, mesmo indo de adulto, pois é encantador lá!)
Eu passava horas (e dias) quadriculando os desenhos pra depois ampliá-los em papel sulfite. E depois os aquarelando. Modéstia à parte eu era muito bom nisso e conseguia fazer bons desenhos do Pato Donald (meu favorito) de cabeça, sem mais precisar copiar.
Fazer faculdade de humanas no começo dos anos 1980 me permitia uma singela travessura : eu levava os gibis fininhos do Pato Donald dentro dos livros (sim, eu os lia já adulto e universitário) e quem me via sentado no ônibus achava que eu estava lendo “O Capital”...
Tudo em torno da Disney é muito comercial? Talvez fútil? Provavelmente sim. Mas posso depor que ler a Enciclopédia Disney (uma obra muito bacana em 9 volumes, que saía em fascículos no início dos 1970) passava uma cultura geral muito boa pras crianças da época.
É claro que também li “Para Ler o Pato Donald”. Livro bem interessante (e importante), sem dúvida, mas Dorfman : você é um estraga-prazeres!  Quack!!

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