A sucessão da diretoria-geral da OMC
Enviado por luisnassif, qui, 15/12/2011 - 14:18
Por raquel_
Novo diretor assume em 2013, mas já existe movimentação sobre sucessão
Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo
GENEBRA
- O governo brasileiro está de olho no cargo de diretor-geral da
Organização Mundial do Comércio (OMC) e, no Itamaraty, o alto escalão
admite abertamente que o País teria "excelentes" candidatos para ocupar o
cargo, hoje nas mãos do francês Pascal Lamy.
O
novo diretor assume em 2013. Mas 2012 verá governos já se mobilizando
para apresentar seus nomes. O Brasil não pretende apenas observar. Mas
diplomatas admitem que ainda não há consenso sobre um nome nem mesmo a
decisão definitiva da presidente Dilma Rousseff. Nos mais de 60 anos de
história do sistema multilateral de comércio, apenas um representante de
países emergentes, o tailandês Supachai Panitchpakdi, assumiu a OMC. E,
mesmo assim, por meio mandato.
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text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none;
white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; background-color:
#ffffff;">Com a saída de Lamy, o Brasil acredita que está na hora de
um representante de país emergentes voltar a ocupar o lugar, o que ainda
faria sentido diante da política dos Brics de fazer avançar os
interesses do bloco no Banco Mundial, FMI e OMC. Um dos obstáculos para o
País, porém, será o fato de já dirigir a FAO a partir do ano que vem e o
acúmulo de funções não é bem-visto. Mas quem ocupar a vaga de Lamy
assumirá uma entidade em profunda crise. Hoje, ao iniciar a conferência
ministerial, a entidade não terá nada a apresentar.
Um
raro ponto de interesse será a mudança do movimento Ocupe Wall Street
para "Ocupe a OMC". Manifestantes planejam a partir de hoje protestar
contra a entidade que, segundo o grupo, aprofunda a crise global com
suas "receitas liberalizantes".
Fora
isso, a reunião é um espelho do fracasso da OMC em obter um acordo.
Muitos admitem que a Rodada Doha já está enterrada e a crise está
obrigando países a rever seus compromissos de liberalização de suas
economias.
Apenas
um terço dos países convidados mandaram seus ministros e os poucos que
foram a Genebra usam o palco para fazer campanhas midiáticas, sem nenhum
conteúdo.
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