sexta-feira, 18 de novembro de 2011

JOÃO DONATO: DE VOLTA PARA O FUTURO por Tárik de Souza – PARTE V




EM COMPASSO COM OS TROPICALISTAS



Os tropicalistas também o (re)descobriram. Além da bem sucedida letra de Caetano para a "A rã" (e mais, "Naturalmente", "O fundo", "Nua idéia", "Surpresa"), da produção do disco e show de Gal Costa, "Cantar" (onde desabrochava sua "Flor de maracujá"), Gilberto Gil consolidava Donato no firmamento dos grandes autores nacionais, em parcerias como "Bananeira", "Emoriô", "Que besteira", "A bruxa de mentira", "Lugar comum" (ex- Índio perdido", escrita a partir de um fio melódico que ouviu de um índio num igarapé amazônico), incluídas no disco que levou o nome da música, em 1975. Ainda assim, Donato só voltaria aos estúdios para registrar uma ode instrumental (com os cobras Serginho Trombone, Paulinho Trompete, Mauro Senise, Luizão Maia, Jamil Joanes, Zé Carlos, Téo Lima e Sidinho) à musa da época ("Leilíadas", 1986), antes de ter os ponteiros acertados, de vez, com a lerda indústria musical. Mais que isso. A partir da década de 90, ele tirou o atraso de anos anteriores. Começou com uma volta triunfal à "major" Odeon, em "Coisas mais simples" (1996), como vocalista consolidado e repertório já recheado de sucessos. Escaladas parcerias com Martinho da Vila ("Daquele amor nem me fale"), Paulo André Barata ("Nasci para bailar") e até o roqueiro Cazuza ("Doralinda").

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