segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Blog de Artur da Tavola


O dizer o que é o amor, o discutir sobre se o amor é isto ou aquilo, o cultivar o amor - nada disso é amor. Requer-se muita compreensão e penetração. A penetração da mente consciente só é capaz de criar embaraços maiores. Mas quando estou bem cônscio do processo do "eu", em toda a sua extensão, do "eu" que luta para ser algo - religiosa, política, socialmente - reconheço que quando esse "eu" se "está tornando" virtuoso ou não-violento, está se ajustando, meramente, ao padrão de respeitabilidade; e que o "eu" que renuncia porque quer alcançar Deus, representa apenas um homem que se embriagou com sua própria imaginação; naturalmente, em tal estado, ele nunca saberá o que é o Amor, o que é a Verdade.



krishnamurti



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