quinta-feira, 20 de outubro de 2011





Blog do Luique

Postagens, Breguetes, Acarajé e o Escambáu




".... Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.


E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido."







Todas as formas do budismo acredita em reencarnação, todo mundo está ligado a um ciclo de nascimento, vida, morte e renascimento, até que eles ganham iluminação e podem "sair da roda". Certos iluminados optam por ficar na roda da vida como um ato de caridade e bondade, para ajudar os outros a encontrar a iluminação. Estes “repatriados” voluntários são chamados Bodhisattvas.

No Tibete, a forma regional do budismo tem evoluído uma espécie de herança. A herança não flui de pai para filho, mas do falecido para sua reencarnação. Reencarnados reconhecidos proliferam em Tibet e são chamados tulkus. O tulku mais famoso é o Dalai Lama.

Tulkus são descobertas na infância muito cedo, logo após a morte de sua encarnação anterior. Eles são encontrados por pistas após o seu predecessor ter deixado em sua fala ou escritos, por presságios e sonhos que tulkus outros podem ter e, finalmente, por um exame da criança para incluir o tulku-candidato sendo capaz de identificar corretamente itens domésticos comuns de sua vida anterior mista entre uma coleção de itens semelhantes.

Segunda a tradição do Tibet, os Dalai Lamas são reconhecidos como a reencarnação do príncipe Chenrezig, o Avalokitesvara, o portador do lótus branco, que representa a compaixão, ou mais simplesmente como uma das reencarnações de Buda. Sua Santidade, o Dalai Lama, é o líder temporal e espiritual do povo do Tibete.







O décimo quarto e atual Dalai Lama, Tenzin Gyatso (1935)

Líder espiritual tibetano (1935). Sua Santidade o 14.º Dalai Lama Tenzin Gyatso nasce em uma família de agricultores na aldeia de Takster, no leste do Tibet, com o nome de Lhamo Thondup. Aos 2 anos é reconhecido por monges como a reencarnação do Dalai Lama, autoridade máxima do Budismo Tibetano. Os dalai lamas são tidos como reencarnações do príncipe Chenrezig, o Avalokitesvara, o portador do lótus branco, que representa a compaixão. Tenzin Gyatso é considerado a 14.ª reencarnação do príncipe. Aos 4 anos é separado da família, muda-se para o Palácio de Potala, em Lhasa, e é empossado como líder espiritual do Tibet. Passa, então, a se chamar Jampel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso. Após uma rigorosa preparação, que inclui o estudo do budismo, de história e filosofia, assume o poder político em 1950, ano em que o Tibet é ocupado pela China. Em 1959, depois do fracasso de uma rebelião nacionalista contra o governo chinês, exila-se na Índia.

Na época, Sua Santidade foi seguido por 80.000 tibetanos. Hoje, há mais de 120.000 no exílio. Desde 1960, o Dalai Lama reside em Dharamsala, Índia, conhecida como "Pequena Lhasa", a sede do Governo Tibetano no exílio. Ganha o Prêmio Nobel da Paz de 1989, em reconhecimento pela sua campanha pacifista para acabar com a dominação chinesa no Tibet.

Em 1989, o Prêmio Nobel da Paz

A decisão do Comitê Norueguês de outorgar o Prêmio Nobel da Paz de 1989 a Sua Santidade, teve apoio e aplausos de todo o mundo, com exceção da China. A citação do Comitê afirma o seguinte: "O Comitê enfatiza que o Dalai Lama é merecedor desse prêmio por sua campanha pacifista pela autonomia do Tibet. Ele sempre diz que a solução pacífica baseada na tolerância e respeito mútuo é a única forma de preservar a história e a herança cultural de seu povo."

No dia 10 de dezembro de 1989, Sua Santidade aceita o prêmio em nome dos oprimidos e também daqueles que lutam por um mundo de Paz para o povo tibetano. Ele disse na ocasião: "O prêmio reafirma nossa convicção de que com a verdade, coragem e determinação como nossas armas, o Tibet será libertado. Nossa luta deve ser sem violência e livre de ódio."

Um simples monge budista

Sua Santidade costuma dizer, "Eu sou um simples monge budista, não mais, não menos."

Sua Santidade vive como um verdadeiro monge budista. Mora numa casa de campo em Dharamsala, Índia; acorda às 4 da manhã para meditar, em seguida põe em dia a sua agenda, dá audiências privadas e inicia os estudos religiosos e práticas cerimoniais. Ele termina o dia com muita oração. Falando de sua grande fonte de inspiração, freqüentemente cita um verso favorito, retirado dos ensinamentos seculares do sagrado Shantideva Budista:



Enquanto existir o espaço

Enquanto persistirem os seres sencientes

Que eu também viva

Para dissipar as desgraças do mundo.
















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