Depois de receber por duas vezes consecutivas o prêmio Cidade de Belo Horizonte, Ana Martins Marques resolveu reunir seus poemas e publicar o livro A vida submarina. A repercussão foi imediata: na mídia eletrônica foi considerada “absolutamente imperdível”, “um acontecimento”, “uma revelação convincente”. Na revista Bravo, Fabrício Carpinejar saudou seu “desembaraço de linguagem, um coloquialismo que eleva o prosaico e desmistifica o grandioso”.Da arte das armadilhas, que será lançado esta sexta-feira, é seu segundo livro. A Companhia das Letras está especialmente orgulhosa de contar com a nova poeta em sua coleção de poesia contemporânea, certa de que essa é uma voz que surge para ocupar um lugar no cenário dos poetas importantes do país, enriquecendo-o com sua particularidade.
Neste livro, a poeta mineira promove uma observação ativa do mundo. Nos objetos do cotidiano ou nas surpresas do corpo, as armadilhas também se chamam vida, ou amor, ou quem sabe cigarros e silêncio. Leia abaixo um dos poemas:
A queda
As palavras
faltam
quando mais
se precisa
delas
são apenas
a sombrinha
do equilibrista
ajudam
talvez
mas não salvam
faltam
quando mais
se precisa delas
se você cair
de uma grande altura
por mais bonita
que seja a sua sombrinha
não conte com ela
para amortecer
a queda
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