segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Estação.




Eu moro na tua mão já há algum tempo. Meu trem tá preso a sua linha. Atropelo ciganas que tentam me decifrar. Preciso estar incógnito para aparecer. Sentado na sua janela não me incomodo com as curvas que o destino serpenteia desde que minha parada seja sempre, incógnito, na estação você.

João Barbosa, escrivinhador de FATOS

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