quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O mais forte dos estranhos – Charles Bucowski Você não irá vê-los com freqüência, pois onde quer que a multidão esteja eles não estão. Estes esquisitos, não muitos, mas deles vêm os poucos bons quadros, as poucas boas sinfonias, os poucos bons livros e outras obras. E dos melhores destes estranhos talvez nada. Eles são seus próprios quadros seus próprios livros sua própria música sua própria obra. Às vezes acho que os vejo – digamos um certo senhor sentado num certo banco de um certo jeito ou um rosto rápido virando pro outro lado num automóvel que passa ou há um certo movimento das mãos de um empacotador ou empacotadora enquanto empacota as compras do supermercado. Às vezes é até mesmo alguém com quem você viveu por um tempo – você irá notar um rápido aclarar no olhar nunca visto neles antes. Às vezes você só irá notar as suas existências subitamente em vívidas recordações alguns meses alguns anos após eles terem partido. Eu me lembro de um tal – ele tinha uns 20 anos bêbedo às 10 da manhã olhando para um espelho partido de Nova Orleans. Rosto sonhando contra os muros do mundo para onde eu fui?

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