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quarta-feira, 3 de abril de 2013


O Sucre pode se tornar moeda de reserva internacional
Enviado por luisnassif, qua, 03/04/2013 - 11:47
Por Demarchi
Do Adital

O Sucre: moeda de reserva internacional

RT

Organização Autônoma sem fins lucrativos TV-NovostiAdital

O Sucre poderia converter-se em moeda de reserva internacional nos próximos anos

Os especialistas consideram que, em um futuro muito próximo, poderiam ser formadas zonas equivalentes de distintas moedas de reserva; e uma delas seria o Sucre (Sistema Unitário de Compensação Regional)

A crise de 2008 e a desaceleração econômica local em 2011 e 2012 provocaram um reordenamento de forças nas moedas internacionais. O economista Mijaíl Jazin considera que, com o tempo, várias divisas serão utilizadas como principais moedas de reserva. Assim, poderiam ser formadas zonas monetárias equiparáveis do Euro, do Dólar, do Sucre, do Yuan e, inclusive, de uma moeda conjunta da Rússia e da Turquia.

O economista baseia sua previsão nas expectativas de que, nos próximos dez anos, o Produto Interno Bruto (PIB) da China permaneça no nível atual; de que o PIB da zona do Euro e dos Estados Unidos diminua e de que, em troca, os da Rússia e da América Latina cresçam.

O Sucre é uma unidade de conta e de valor adotada pelos países da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América) para transferências bancárias entre seus membros. No momento, não é uma moeda com organismo emissor de bilhetes; porém, o Euro também foi empregado durante três anos somente para transações comerciais. O Sucre é considerado uma medida para diminuir a dependência do Dólar.

Apesar dos grandes problemas de algumas economias nacionais da Zona do Euro –como a crise do Chipre, da Grécia ou da Espanha- e do crescimento do déficit orçamentário dos Estados Unidos, o Euro, o Dólar continuarão sendo importantes moedas de reserva internacionais, assegura Jazin, citado pelo portal russo ‘RBK’.

Por outro lado, segundo a opinião de inúmeros analistas econômicos, são claras as perspectivas do Yuan chinês de chegar a ser, no futuro próximo, uma moeda internacional. O HSBC, o gigante dos serviços bancários e financeiros, estima que em 2015 uma terceira parte do comércio com a China será paga com Yuanes, convertido na terceira moeda internacional. O uso mundial da moeda chinesa como divisa para o comércio internacional já aumentou 50% em 2012.

O volume de intercâmbio comercial entre a Rússia e a Turquia nos próximos anos pode alcançar os 100 bilhões de dólares. Por isso, em uma perspectiva mais a largo prazo, Mijaíl Jazin vê possível também a união monetária entre o Rublo russo e a Lira turca. Em geral, a Lira tem boas perspectivas e é capaz de ser cotizada a 0,5 dólares, inclusive sem a união com o Rublo.

 

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