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terça-feira, 2 de abril de 2013


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UE e Brasil querem reduzir entraves e promover investimentos
 Enviado por luisnassif, ter, 02/04/2013 - 09:11



Por Assis Ribeiro

Do Valor

Brasil e UE tentam acelerar investimentos

José Durão Barroso já informou a presidente Dilma sobre quem integrará o lado europeu da comissão

A União Europeia (UE) e o Brasil estão acelerando a implementação de um comitê de ministros para reduzir entraves e promover investimentos e competitividade nos dois lados. A iniciativa foi acertada na cúpula UE-Brasil, em fevereiro em Brasília, e não é por acaso que tem nível ministerial, conforme negociadores. Pelo menos no papel, o objetivo é tomar decisões concretas, em sintonia com empresários europeus e brasileiros.

Algumas decisões para estimular negócios podem ocorrer ou ser sugeridas na cúpula que ocorrerá neste ano em Bruxelas.

O presidente da Comissão Europeia, José Durão Barroso, enviou carta à presidente Dilma Rousseff informando que os representantes europeus no grupo serão o vice-presidente da comissão e comissário de Indústria, Antonio Tajani; o comissário de Comércio, Karel de Gucht; e a comissária para Ciência, Pesquisa e Inovação, Màire Geoghegan-Quinn. O Brasil está ultimando sua escolha.

A UE tem pressa. Um estudo da Comissão Europeia concluiu que 90% do crescimento econômico global deve ser gerado fora de seus 27 países membros, até 2015.

A UE é o principal parceiro comercial do Brasil. É também o maior investidor no país com estoque de mais de € 180 bilhões, mais que todos os investimentos europeus somados na China, Índia e Rússia. Por sua vez, o estoque de investimentos diretos brasileiros nos países da UE superam os € 67 bilhões, transformando o Brasil no quinto maior investidor no bloco.

Conforme os europeus, existe crescente interesse em estabelecer ou ampliar a presença no Brasil, inclusive por parcerias público-privadas. E há foco em crescente competitividade de empresas brasileiras no mercado europeu.

Enquanto os europeus reclamam de problemas burocráticos que causam protecionismo, o lado brasileiro aponta questões de regras de concorrência não escritas ou sobre ajuda do Estado para inovação e tecnologia, que são complicadas e dificultam empresa brasileira instalada na UE a ter aceso aos programas.

Estudo de três especialistas do Centre for European Policy Studies, Daniel Gross, Cinzia Alcidi e Alessandro Giovannini, examina o interesse estratégico da Europa e o potencial da economia brasileira, e sugere que Brasília e Bruxelas busquem nova iniciativa econômica bilateral. Como o Brasil não pode negociar acordos comerciais clássicos sem o Mercosul, a ideia seria de brasileiros e europeus aprofundarem outros temas, como facilitação de comércio e para investimentos diretos brasileiros na Europa em crise.

Para Luigi Gambardella, presidente da UEBrasil, entidade que procura reforçar os vínculos bilaterais, o Brasil tem também um interesse vital em aprofundar sua parceria econômica com a Europa para não ficar isolado pelo lançamento da negociação UE-Estados Unidos e pelo avanço do Acordo Comercial Transpacífico (TPP) que reune EUA, Japão, Austrália, Chile, Malásia, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, Vietnã e outros. "Esses países estão entre os clientes brasileiros mais importantes e o Brasil não pode correr o risco de ser bloqueado por essas novas grandes iniciativas bilaterais

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