Diferença entre os termos homossexualidade e homossexualismo
Enviado por luisnassif, ter, 03/07/2012 - 10:20
Por IV AVATAR
De fato o sufico "ismo" é relacionado a patologia. "(....) Todos esses fatores nos fazem ter cuidado de não mais falar em homossexualismo, pois o sufixo ‘ismo’ está relacionado a patologias, portanto, hoje devemos falar em homossexualidade.(...)"
Diferença entre homossexualismo e homossexualidade
Por Arlete Gavranic
A sexualidade é o aspecto mais conflituoso, controverso e desconhecido do ser humano. A nossa cultura lida mal com esse importante aspecto da vida e, para agravar, cria modelos estanques nos quais pretende encaixar e classificar as pessoas. Esses moldes, muitos dos quais baseados apenas no preconceito e na falta de informação não permitem que sejamos exatamente aquilo que somos ou poderíamos ser.”
No próximo Sábado, 17 de junho, acontece a 10ª Parada Gay em
São Paulo, na av. paulista, às 14hs. Em homenagem à data escrevo este artigo
desvendando os mecanismos da homossexualidade.
A homossexualidade é uma das primeiras grandes divisões em relação à orientação sexual, que designa o interesse e a atração sexual por indivíduos do mesmo sexo(*Silvério Oliveira).
A homossexualidade é uma das primeiras grandes divisões em relação à orientação sexual, que designa o interesse e a atração sexual por indivíduos do mesmo sexo(*Silvério Oliveira).
A orientação sexual é um processo interno, psico-afetivo e não
uma doença ou opção. Afinal, ninguém acorda de manhã e se
questiona: vou me relacionar com homem ou mulher? Esse processo interno
psico-afetivo pode ser traduzido da seguinte forma: integração do corpo às
vivencias sociais e a elaboração emocional dessa sexualidade
A OMS Organização Mundial de Saúde, há mais de 10 anos (1993) - conjuntamente com a revisão e publicação da 10º edição da Classificação Internacional de Doenças (CID 10) - não considera homossexualidade como doença mental. Segundo o DSM III – Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais publicado pela American Psychiatric Association – a homossexualidade deixou de ser considerada perversão e passou a ser designada como estilo de comportamento.
A OMS Organização Mundial de Saúde, há mais de 10 anos (1993) - conjuntamente com a revisão e publicação da 10º edição da Classificação Internacional de Doenças (CID 10) - não considera homossexualidade como doença mental. Segundo o DSM III – Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais publicado pela American Psychiatric Association – a homossexualidade deixou de ser considerada perversão e passou a ser designada como estilo de comportamento.
No Brasil desde 1985 o Conselho Federal de Medicina não
considera homossexualidade como desvio sexual.
Homossexualismo e homossexualidade
Todos esses fatores nos fazem ter cuidado de não mais falar em
homossexualismo, pois o sufixo ‘ismo’ está relacionado a patologias, portanto,
hoje devemos falar em homossexualidade.
Segundo o psiquiatra Ronaldo Pamplona, a sexualidade é o
aspecto central de nossa personalidade, por meio da qual nos relacionamos com os
outros, conseguimos amar, ter prazer e procriar.
“A sexualidade é o aspecto mais conflituoso, controverso e
desconhecido do ser humano. A nossa cultura lida mal com esse importante aspecto
da vida e, para agravar, cria modelos estanques nos quais pretende encaixar e
classificar as pessoas. Esses moldes, muitos dos quais baseados apenas no
preconceito e na falta de informação não permitem que sejamos exatamente aquilo
que somos ou poderíamos ser.”
A homossexualidade ganha espaços pessoais. Questionamentos
sobre união civil homossexual, adoção por casais homossexuais e outros, têm sido
motivo de constantes estudos e defesas.
Muitas ONGs e instituições buscam reconhecimento desses direitos, entre elas,
aAssociação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e
Transgênerosfundada em 1999, como uma organização da sociedade civil em
defesa da diversidade sexual. Sua missão é lutar por uma sociedade mais justa e
inclusiva, que reconheça direitos iguais para todos.*Psicólogo estudioso das diversidades sexuais. Um dos seus trabalhos está na Revista SEFLU - Rio de Janeiro: Faculdade de Ciências Médicas e Paramédicas Fluminense, ano 1, nº 2, dezembro 2001
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