O desenvolvimento desequilibrado da China
Enviado por luisnassif, qui, 12/07/2012 - 15:05
Por Marco Antonio L.
Do redecastorphoto
China-2012: “Aproveitar a força dos mercados”
“Tap potential of market forces”
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
“Tap potential of market forces”
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
Chi Fulin, presidente do Instituto China para Reforma e Desenvolvimento
O crescimento econômico da China tem-se mantido alinhado a uma economia de mercado. Mas, embora o arranjo institucional de transição tenha contribuído para o crescimento econômico da China, ainda continua dependente de forças burocrático-administrativas e de governo e não retribui ao mercado como se deve esperar que retribua; tampouco tem dedicado suficiente atenção ao desenvolvimento equitativo e sustentável.
Sem mudanças no status quo, dificilmente o mercado conseguirá cumprir sua função fundamental na alocação dos recursos do país; e, sem isso, a China não conseguirá modificar um modelo de economia há muito tempo fixado, caracterizado pela expansão quantitativa.
Para acelerar a transformação de seu modelo há muito tempo controverso de desenvolvimento, e começar a andar por uma trilha de desenvolvimento equitativo e sustentável, a China deve abandonar seu modelo de desenvolvimento econômico conduzido pelo governo, e acelerar a conversão da economia chinesa, há muito tempo esperada, em economia dirigida pelo consumo.
Diferente dos EUA e dos países europeus, a economia chinesa manterá a tendência de crescente desenvolvimento ainda por longo período, se liberar a enorme demanda reprimida no país. Estima-se que o consumo doméstico na China subirá, de 16 trilhões de Yuan (US$2,5 trilhões) em 2011, para 50 trilhões em 2020. Esse considerável aumento no consumo doméstico servirá de base para uma taxa de crescimento de 8% na próxima década.
Mas, para liberar esse potencial, é preciso introduzir mudanças nas instituições de mercado hoje vigentes, e criar melhor ambiente para uma economia comandada pelo mercado.
Estatísticas mostram que a contribuição do consumo final no crescimento da economia caiu, de 62,3% em 2000, para 47,4% em 2010; simultaneamente, o consumo doméstico caiu, de 46,4% para 33,8%. Uma das razões fundamentais pelas quais a China conseguiu manter seu rápido crescimento econômico nesses dez anos foi a atenção que as autoridades governamentais dedicaram a puxar a economia mediante fortes investimentos. Mas esse modelo acentuou os desequilíbrios na distribuição da renda nacional. O modelo também afetou negativamente a inclinação das pessoas a gastar, contendo também a capacidade de consumo doméstico e o crescimento econômico nacional.
Simultaneamente, o modelo de crescimento puxado por investimentos inegavelmente pendeu na direção do desenvolvimento de indústrias pesadas, em detrimento do setor de serviços. Resultado disso, a estrutura de oferta e demanda não conseguiu adaptar-se ao rápido crescimento da demanda doméstica por produtos e serviços públicos, o que agravou os desequilíbrios e a baixa sustentabilidade. Para resolver esses problemas, o governo está alterando sua abordagem do desenvolvimento e promovendo uma transição: de modelo de desenvolvimento puxado por investimentos, para modelo de desenvolvimento puxado pelo consumo.
A China tem imenso potencial, não só de consumo, mas também de investimento. Prevê-se que o ritmo de urbanização do país e a proporção de seu setor de serviços aumentarão 10-20 pontos percentuais ao longo da próxima década. Não obstante o papel crucial que tem na manutenção do crescimento econômico de curto prazo, o investimento só será força motriz do desenvolvimento econômico chinês se se adaptar à estrutura da demanda social, hoje em mutação. Para isso, o país deve integrar suas atividades de investimento – nessa transformação para a economia puxada pelo consumo.
Só em sistema de pleno livre mercado alcançar-se-ão essa estrutura econômica transformada e uma estrutura otimizada de investimento. Dependência excessiva de investimentos, o consumo de energia e a excessiva priorização assegurada às indústrias pesadas resultaram em distorção na estrutura de investimentos do país, o que torna essa estrutura incapaz de adaptar-se à estrutura da demanda social, que está hoje em mutação.
O crescimento puxado pelo governo comprovou-se insustentável, porque é dependente de forças e meios burocrático-administrativos. A China, baseada nas mudanças agora emergentes na estrutura de sua demanda social, deve permitir que as forças do mercado operem livremente; para isso, deve ajustar e otimizar sua estrutura de investimentos e tentar criar condições de longo prazo para que se desenvolva uma economia puxada pelo consumo – mantendo limitada a escala dos investimentos.
A distribuição de recursos feita por forças da administração, que são manipuladas, resulta em desperdício de recursos. O preço super arrochado da terra, dos recursos, do capital, do trabalho e de outros elementos da produção inevitavelmente alimentará impulsos para investir e conterá o consumo popular. Mais importante, causará também má distribuição dos recursos nacionais e fará cair o consumo doméstico. Essa situação, se persistir, levará inevitavelmente à precarização das forças de mercado.
As experiências econômicas em curso na China ao longo dos últimos 30 anos indicam que as forças do mercado, não as forças burocrático-administrativas e de governo, sustentarão, no futuro, o crescimento econômico nacional chinês.
Sem mudanças no status quo, dificilmente o mercado conseguirá cumprir sua função fundamental na alocação dos recursos do país; e, sem isso, a China não conseguirá modificar um modelo de economia há muito tempo fixado, caracterizado pela expansão quantitativa.
Para acelerar a transformação de seu modelo há muito tempo controverso de desenvolvimento, e começar a andar por uma trilha de desenvolvimento equitativo e sustentável, a China deve abandonar seu modelo de desenvolvimento econômico conduzido pelo governo, e acelerar a conversão da economia chinesa, há muito tempo esperada, em economia dirigida pelo consumo.
Diferente dos EUA e dos países europeus, a economia chinesa manterá a tendência de crescente desenvolvimento ainda por longo período, se liberar a enorme demanda reprimida no país. Estima-se que o consumo doméstico na China subirá, de 16 trilhões de Yuan (US$2,5 trilhões) em 2011, para 50 trilhões em 2020. Esse considerável aumento no consumo doméstico servirá de base para uma taxa de crescimento de 8% na próxima década.
Mas, para liberar esse potencial, é preciso introduzir mudanças nas instituições de mercado hoje vigentes, e criar melhor ambiente para uma economia comandada pelo mercado.
Estatísticas mostram que a contribuição do consumo final no crescimento da economia caiu, de 62,3% em 2000, para 47,4% em 2010; simultaneamente, o consumo doméstico caiu, de 46,4% para 33,8%. Uma das razões fundamentais pelas quais a China conseguiu manter seu rápido crescimento econômico nesses dez anos foi a atenção que as autoridades governamentais dedicaram a puxar a economia mediante fortes investimentos. Mas esse modelo acentuou os desequilíbrios na distribuição da renda nacional. O modelo também afetou negativamente a inclinação das pessoas a gastar, contendo também a capacidade de consumo doméstico e o crescimento econômico nacional.
Simultaneamente, o modelo de crescimento puxado por investimentos inegavelmente pendeu na direção do desenvolvimento de indústrias pesadas, em detrimento do setor de serviços. Resultado disso, a estrutura de oferta e demanda não conseguiu adaptar-se ao rápido crescimento da demanda doméstica por produtos e serviços públicos, o que agravou os desequilíbrios e a baixa sustentabilidade. Para resolver esses problemas, o governo está alterando sua abordagem do desenvolvimento e promovendo uma transição: de modelo de desenvolvimento puxado por investimentos, para modelo de desenvolvimento puxado pelo consumo.
A China tem imenso potencial, não só de consumo, mas também de investimento. Prevê-se que o ritmo de urbanização do país e a proporção de seu setor de serviços aumentarão 10-20 pontos percentuais ao longo da próxima década. Não obstante o papel crucial que tem na manutenção do crescimento econômico de curto prazo, o investimento só será força motriz do desenvolvimento econômico chinês se se adaptar à estrutura da demanda social, hoje em mutação. Para isso, o país deve integrar suas atividades de investimento – nessa transformação para a economia puxada pelo consumo.
Só em sistema de pleno livre mercado alcançar-se-ão essa estrutura econômica transformada e uma estrutura otimizada de investimento. Dependência excessiva de investimentos, o consumo de energia e a excessiva priorização assegurada às indústrias pesadas resultaram em distorção na estrutura de investimentos do país, o que torna essa estrutura incapaz de adaptar-se à estrutura da demanda social, que está hoje em mutação.
O crescimento puxado pelo governo comprovou-se insustentável, porque é dependente de forças e meios burocrático-administrativos. A China, baseada nas mudanças agora emergentes na estrutura de sua demanda social, deve permitir que as forças do mercado operem livremente; para isso, deve ajustar e otimizar sua estrutura de investimentos e tentar criar condições de longo prazo para que se desenvolva uma economia puxada pelo consumo – mantendo limitada a escala dos investimentos.
A distribuição de recursos feita por forças da administração, que são manipuladas, resulta em desperdício de recursos. O preço super arrochado da terra, dos recursos, do capital, do trabalho e de outros elementos da produção inevitavelmente alimentará impulsos para investir e conterá o consumo popular. Mais importante, causará também má distribuição dos recursos nacionais e fará cair o consumo doméstico. Essa situação, se persistir, levará inevitavelmente à precarização das forças de mercado.
As experiências econômicas em curso na China ao longo dos últimos 30 anos indicam que as forças do mercado, não as forças burocrático-administrativas e de governo, sustentarão, no futuro, o crescimento econômico nacional chinês.
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