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O monitoramento da emissão de gases de queimadas na Amazônia
Enviado por luisnassif, qua, 12/09/2012 - 15:03
Por Arlindo Bellayres
Nunca entendi o INPE - Parece que ele faz uma supervisão terceirizada da Amazônia.No interesse de quem?
Do Portal Amazônia
Superavião vai avaliar emissão de gases de queimadas na Amazônia
O jato irá sobrevoar cinco Estados no período considerado o auge da ocorrência de queimadas na Amazônia Legal
RIO BRANCO - Uma expedição composta por pelo menos 65 pesquisadores vai sobrevoar áreas da Amazônia Legal consideradas com maior recorrência de queimadas. Os cientistas britânicos e brasileiros querem avaliar as consequências ambientais deixadas nesta época do ano em cinco Estados onde estão concentrados esses focos de calor. Um jato Faam BAE-146 será utilizado no projeto, que vai analisar as alterações climáticas e a qualidade do ar da região.
Os estudiosos irão sobrevoar o Amazonas, Mato Grosso, Pará, Acre e Rondônia entre os dias 14 de setembro e 4 de outubro – período de maior incidência de queimadas na Amazônia. A análise totalizará aproximadamente 80 horas de voo. As medições avaliadas pelo jato, que comporta 100 tripulantes, possibilitará a criação de um modelo que conseguirá saber, no futuro, quanto de CO2 e outros gases foram dispensados no período de queimadas em uma dada região.
Denominado Sambba (sigla em inglês para “Análise Sul-americana de Queima de Biomassa”), o estudo é coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Met Office, e conta também com o apoio das universidades de São Paulo (USP), de Manchester e de Leeds, ambas britânicas.
A fumaça das queimadas dificulta a visibilidade em extensas regiões e pode afetar o regime de chuvas. Com isso, a produtividade da floresta amazônica e dos seus recursos naturais e potenciais econômicos ficam prejudicados. Dados do monitoramento do Inpe apontam que, no período de 1º de janeiro a 5 de setembro deste ano, a Amazônia brasileira registrou 141.893 focos de incêndio, contra 50.862 no mesmo período do ano passado – ou seja, quase triplicou.
De acordo com a cientista Inpe, especializada na área de química da atmosfera e coordenadora brasileira do Sambba, Karla Longo, os dados recolhidos no projeto vão somar às previsões meteorológicas e a medição da qualidade do ar. “Avançamos muito nos últimos dez anos, mas ainda há questões importantes. A quantificação das emissões (de gases das queimadas) ainda é deficiente. Com a aeronave, vamos fazer a medida da cicatriz do fogo em tempo real”, avaliou.
A cientista disse ainda que as queimadas são a principal fonte emissora de gás carbônico no Brasil. “No período de chuvas 90% das emissões do país vêm da indústria e dos automóveis. Já no período seco, entre agosto e setembro, a situação muda e as emissões por queimadas ficam próximas de 90%”, analisa.
Portal Amazônia http://www.portalamazonia.com.br/editoria/meio-ambiente/superaviao-vai-avaliar-emissao-de-gases-de-queimadas-na-amazonia/
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O monitoramento da emissão de gases de queimadas na Amazônia
Enviado por luisnassif, qua, 12/09/2012 - 15:03
Por Arlindo Bellayres
Nunca entendi o INPE - Parece que ele faz uma supervisão terceirizada da Amazônia.No interesse de quem?
Do Portal Amazônia
Superavião vai avaliar emissão de gases de queimadas na Amazônia
O jato irá sobrevoar cinco Estados no período considerado o auge da ocorrência de queimadas na Amazônia Legal
RIO BRANCO - Uma expedição composta por pelo menos 65 pesquisadores vai sobrevoar áreas da Amazônia Legal consideradas com maior recorrência de queimadas. Os cientistas britânicos e brasileiros querem avaliar as consequências ambientais deixadas nesta época do ano em cinco Estados onde estão concentrados esses focos de calor. Um jato Faam BAE-146 será utilizado no projeto, que vai analisar as alterações climáticas e a qualidade do ar da região.
Os estudiosos irão sobrevoar o Amazonas, Mato Grosso, Pará, Acre e Rondônia entre os dias 14 de setembro e 4 de outubro – período de maior incidência de queimadas na Amazônia. A análise totalizará aproximadamente 80 horas de voo. As medições avaliadas pelo jato, que comporta 100 tripulantes, possibilitará a criação de um modelo que conseguirá saber, no futuro, quanto de CO2 e outros gases foram dispensados no período de queimadas em uma dada região.
Denominado Sambba (sigla em inglês para “Análise Sul-americana de Queima de Biomassa”), o estudo é coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Met Office, e conta também com o apoio das universidades de São Paulo (USP), de Manchester e de Leeds, ambas britânicas.
A fumaça das queimadas dificulta a visibilidade em extensas regiões e pode afetar o regime de chuvas. Com isso, a produtividade da floresta amazônica e dos seus recursos naturais e potenciais econômicos ficam prejudicados. Dados do monitoramento do Inpe apontam que, no período de 1º de janeiro a 5 de setembro deste ano, a Amazônia brasileira registrou 141.893 focos de incêndio, contra 50.862 no mesmo período do ano passado – ou seja, quase triplicou.
De acordo com a cientista Inpe, especializada na área de química da atmosfera e coordenadora brasileira do Sambba, Karla Longo, os dados recolhidos no projeto vão somar às previsões meteorológicas e a medição da qualidade do ar. “Avançamos muito nos últimos dez anos, mas ainda há questões importantes. A quantificação das emissões (de gases das queimadas) ainda é deficiente. Com a aeronave, vamos fazer a medida da cicatriz do fogo em tempo real”, avaliou.
A cientista disse ainda que as queimadas são a principal fonte emissora de gás carbônico no Brasil. “No período de chuvas 90% das emissões do país vêm da indústria e dos automóveis. Já no período seco, entre agosto e setembro, a situação muda e as emissões por queimadas ficam próximas de 90%”, analisa.
Portal Amazônia http://www.portalamazonia.com.br/editoria/meio-ambiente/superaviao-vai-avaliar-emissao-de-gases-de-queimadas-na-amazonia/
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