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A direita e o eixo político brasileiro pós-ditadura
Enviado por luisnassif, seg, 17/09/2012 - 11:02



Por Jorge Nogueira Rebolla

Comentário ao post "Os caminhos do radicalismo pós-Serra"

O eixo político brasileiro, após o fim da ditadura militar, desloca-se cada vez mais para a esquerda. Em 1989 tínhamos a esquerda representada por Lula e Brizola, a centro esquerda com Covas, o centro com o Ulisses, e a centro-direita com o Aureliano e o vitorioso Collor de M. Tínhamos, na época, entre os nanicos, como o Enéas Carneiro, representantes da direita, no caso deste a nacionalista.

Com o "progressismo" sócio-cultural majoritário na imprensa, e com a transformação desta no quarto poder, e que ao contrário do Império nada tem de moderador, qualquer político identificado com o conservadorismo passou a ser execrado publicamente. Após mais de vinte anos de perseguição implacável contra qualquer um que se oponha a agenda do politicamente correto o debate político brasileiro se resume a uma disputa meramente econômica, o resto está todo dominado. Se compararmos os que seriam os dois maiores expoentes políticos brasileiros, Lula e FHC, vemos nas questões sociais (liberação das drogas, do aborto, etc.) o tucano mais à esquerda. O único diferencial se resume ao papel do Estado como fomentador do desenvolvimento.

Não existem correntes organizadas partidariamente no Brasil que se caracterizem como de direita, em nenhum dos seus aspectos. A ultradireita do Nassif não existe, e a direita é a centro-esquerda de duas décadas atrás. Existem casos pontuais no PP, no PSD e no DEM. Caso excluamos o deputado Jair Bolsonaro (em quem voto para deputado federal) qual o outro político brasileiro que se enquadraria nesta vertente citada pelo Nassif?

A política partidária brasileira é formada exclusivamente por esquerdistas e pelos comprados. Falar em centro-direita é quase impossível. Ultradireita é delírio


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