Os protestos contra usinas nucleares no Japão
Enviado por luisnassif, seg, 02/07/2012 - 11:41
Por Marco Antonio
L.
Do O Outro Lado da Notícia
Gigantesca manifestação antinuclear em Tóquio
Manifestantes foram à residência oficial do primeiro-ministro japonês, Yasuhiko Noda, protestar contra a reativação de dois reatores da companhia Kansai Electric Power Co, da central de Ohi.
POR TOMI MORI
Do Esquerda.net
A indignação da população japonesa contra a recente decisão do governo de religar as centrais nucleares provocou uma manifestação gigantesca em Tóquio na sexta-feira.
Os manifestantes foram bater à porta da residência oficial do primeiro-ministro japonês, Yasuhiko Noda, na região central da cidade. Foi a maior manifestação da história recente do pais, com os números variando de 30 a 150 mil participantes, dependendo da fonte. Seja que número for, é uma resposta contundente contra a decisão do governo e dos burocratas japoneses.
Dois reatores da companhia Kansai Electric Power Co, da central de Ohi, devem ser reativados no próximo domingo. Segundo Noda, a medida será tomada para evitar danos à economia do Japão. Todos os 50 reatores nucleares do país, que supriam 30% da procura japonesa por energia, foram desligados e entraram em manutenção após o acidente nuclear de Fukushima.
Falta de credibilidade do governo
“Contra a reativação!”, não parava de gritar a multidão que se aglomerava diante da casa do seu governante. Denunciaram também a falta de credibilidade do governo. Ninguém acredita que as centrais nucleares são seguras e também que o governo fará algo para defender a população caso ocorra um novo desastre.
O verão tem atingido duramente Tóquio nestes dias, e com a alta temporada de verão, pode haver um apagão, já que desde o desastre nuclear de Fukushima 1 a crise energética continua muito grave.
A grande participação de jovens nas manifestações recentes é uma demonstração de que este setor da sociedade se recusa a aceitar que continue a antiga política energética desenvolvida no pós-guerra.
Uma política que privilegiou as empresas, criando uma forte dependência da energia nuclear, mesmo que isso tenha colocado a população em risco de vida. O que podemos verificar também em países como a França, cuja dependência nuclear é brutal e insana. Durante décadas, o que se viu foi a apatia e o conservadorismo político em todos níveis sociais, mas, as manifestações antinucleares são impulsionadas também pelo descrédito global das políticas japonesas que mantêm o país em processo de naufrágio.
Sobre o/a autor/a
Tomi Mori
Correspondente internacional do Esquerda.net http://www.twitter.com/tomimorijapan
Do O Outro Lado da Notícia
Gigantesca manifestação antinuclear em Tóquio
Manifestantes foram à residência oficial do primeiro-ministro japonês, Yasuhiko Noda, protestar contra a reativação de dois reatores da companhia Kansai Electric Power Co, da central de Ohi.
POR TOMI MORI
Do Esquerda.net
A indignação da população japonesa contra a recente decisão do governo de religar as centrais nucleares provocou uma manifestação gigantesca em Tóquio na sexta-feira.
Os manifestantes foram bater à porta da residência oficial do primeiro-ministro japonês, Yasuhiko Noda, na região central da cidade. Foi a maior manifestação da história recente do pais, com os números variando de 30 a 150 mil participantes, dependendo da fonte. Seja que número for, é uma resposta contundente contra a decisão do governo e dos burocratas japoneses.
Dois reatores da companhia Kansai Electric Power Co, da central de Ohi, devem ser reativados no próximo domingo. Segundo Noda, a medida será tomada para evitar danos à economia do Japão. Todos os 50 reatores nucleares do país, que supriam 30% da procura japonesa por energia, foram desligados e entraram em manutenção após o acidente nuclear de Fukushima.
Falta de credibilidade do governo
“Contra a reativação!”, não parava de gritar a multidão que se aglomerava diante da casa do seu governante. Denunciaram também a falta de credibilidade do governo. Ninguém acredita que as centrais nucleares são seguras e também que o governo fará algo para defender a população caso ocorra um novo desastre.
O verão tem atingido duramente Tóquio nestes dias, e com a alta temporada de verão, pode haver um apagão, já que desde o desastre nuclear de Fukushima 1 a crise energética continua muito grave.
A grande participação de jovens nas manifestações recentes é uma demonstração de que este setor da sociedade se recusa a aceitar que continue a antiga política energética desenvolvida no pós-guerra.
Uma política que privilegiou as empresas, criando uma forte dependência da energia nuclear, mesmo que isso tenha colocado a população em risco de vida. O que podemos verificar também em países como a França, cuja dependência nuclear é brutal e insana. Durante décadas, o que se viu foi a apatia e o conservadorismo político em todos níveis sociais, mas, as manifestações antinucleares são impulsionadas também pelo descrédito global das políticas japonesas que mantêm o país em processo de naufrágio.
Sobre o/a autor/a

Tomi Mori
Correspondente internacional do Esquerda.net http://www.twitter.com/tomimorijapan
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