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quinta-feira, 1 de novembro de 2012



Os bancos reprovados em políticas de responsabilidade social
Enviado por luisnassif, qui, 01/11/2012 - 13:38

Por Marco Antonio L.

Da Rede Brasil Atual

Bancos têm alta reprovação em políticas de responsabilidade social

Guia feito pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) mostra índices de 72% de avaliações 'ruim' e 'muito ruim' para o sistema bancário

Por: Raimundo Oliveira

São Paulo – A segunda edição do Guia dos Bancos Responsáveis (GBR), feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), aponta que os maiores bancos brasileiros possuem uma grande dívida com a sociedade por conta de suas políticas de responsabilidade social. O guia, lançado hoje (31), avaliou os seis maiores bancos em números de clientes (Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e HSBC) nas relações com seus consumidores, seus trabalhadores e sobre os critérios socioambientais que usam na liberação de financiamentos.

A avaliação foi feita com base em respostas das instituições financeiras a questionários específicos a cada um dos três temas e também em medidas que serviram como contrapontos, como, por exemplo, a abertura, manutenção e fechamento de contas nos seis bancos, verificação de seus passivos trabalhistas e análises de carteiras de financiamentos. O resultado aponta que o índice de classificação “ruim” chega a 48% das avaliações, o de “muito ruim” atinge 24%, o de “regular” soma 15%, o de “bom” é de 11% e o de “muito bom” foi de apenas 1% e serviu de base para um ranking entre os seis grandes bancos. De acordo com o guia, o Banco do Brasil foi o único a atingir o índice “bom”, Caixa, Itaú Unibanco e Santander aparecem como “regulares” e Bradesco e HSBC, como “ruins”.

Na avaliação por temas, os critérios socioambientais para financiamentos ficaram com o índice de "ruim" (69%) e "muito ruim" (13%) do guia, o relacionamento dos bancos com os consumidores aparece com 40% de "ruim" e 27% de "muito ruim", e o de relacionamento com os trabalhadores apresentam os índices 36% de "ruim" e 33% de "muito ruim".

Para Fúlvio Giannella, presidente do Idec, os resultados do guia mostram que o sistema financeiro no Brasil ainda patina quando o assunto é responsabilidade social. Segundo ele, além de questões como política tarifária abusiva, serviços precários, relações de trabalho conflituosas e falta de transparência na liberação de financiamentos, a atuação dos bancos tem sido cada vez mais questionada pelos consumidores. “Neste ano, por exemplo, as reclamações sobre o sistema financeiro no Idec já superam as de planos de saúde”, afirma.

Giannella aponta que a intenção ao fazer o Guia dos Bancos Responsáveis é fornecer aos consumidores uma ferramenta para que eles possam analisar e comparar as práticas adotadas pelas instituições financeiras. “O consumo está deixando de ser um ato puramente individual, onde só interessam as características do produto, o preço e as condições de pagamento, por exemplo. Os cidadãos estão cada vez ligados em questões coletivas na hora de consumir algo, como os impactos socioambientais de produtos e serviços que adquirem”, afirma.

O diretor de relações institucionais da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Mário Sérgio Fernandes de Vasconcelos, afirma que, como concessões públicas, os bancos estão sujeitos às leis e regulações que regem as relações de trabalho e de consumo no país e às determinações do Banco Central. De acordo com Vasconcelos, o desempenho ruim apontado no guia pode ser creditado à adoção de critérios mais ideológicos do que metodológicos adotados no levantamento.

O guia foi feito pelo Idec com apoio do Oxfam Novib e participação de Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), do Observatório Social e do Dieese.

Para o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, o relacionamento dos bancos com a sociedade nos últimos anos tem se caracterizado por uma precarização nos serviços prestados, na priorização dos clientes com maior poder aquisitivo e na comercialização de produtos. “Em vez de cumprir o papel de financiar o desenvolvimento do país, os bancos estão cada vez mais se concentrando em obter renda da cobrança de tarifas e da venda de produtos como seguros, por exemplo”, afirma

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