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segunda-feira, 26 de novembro de 2012


A operação que prendeu o vice da CBF
Enviado por luisnassif, seg, 26/11/2012 - 14:30

Atualizado às 14h30

Da CBN

Operação da PF prende 33 suspeitos de venda de informações sigilosas e crimes financeiros

Entre os detidos está o presidente da FPF e vice da CBF, Marco Polo Del Nero.

Trinta e três pessoas foram presas numa operação da Polícia Federal em cinco estados e no Distrito Federal contra duas organizações. Um grupo é especializado na venda de informações sigilosas e o outro é voltado para prática de crimes contra o sistema financeiro nacional. Entre os detidos, está o presidente da Federação Paulista de Futebol e vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Ele foi levado até a sede da corporação para prestar depoimento e liberado em seguida. Foram apreendidos computadores e documentos na casa dele. A Justiça emitiu 87 mandados de busca e apreensão.

Por Marco St.

Aqui a divulgação da Operação Durkheim feito pela PF e que alem do vice-presidente da CBF prendeu 33 pessoas.

Da Agência de Notícias da Polícia Federal

Operação Durkheim desarticula quadrilha que vendia informações sigilosas

São Paulo/SP – A Polícia Federal deflagrou hoje (26) a Operação Durkheim, com o objetivo de desarticular duas organizações criminosas, uma especializada na venda de informações sigilosas e outra voltada à prática de crimes contra o sistema financeiro nacional. 33 pessoas foram presas e 87 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos Estados de São Paulo, Goiás, Distrito Federal, Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro).

O inquérito policial teve início em setembro de 2009 com a investigação do suicídio de um policial federal na cidade de Campinas, que apontou a possível utilização de informações sigilosas, obtidas em operações policiais, para extorquir políticos, suspeitos de envolvimento em fraudes em licitações.

No decorrer do inquérito, foram identificadas duas organizações criminosas atuando em paralelo e de modo independente. As duas tinham como elo uma pessoa investigada, que atuava com os dois grupos criminosos.

Segundo as evidências trazidas ao inquérito, foi descoberta uma grande rede de espionagem ilegal, composta por vendedores de informações sigilosas que se apresentam ao mercado como detetives particulares, e por seus fornecedores, pessoas com acesso aos bancos de dados sigilosos, como funcionários de empresas de telefonia, bancos e servidores públicos. Dentre as vítimas há políticos, desembargadores, uma emissora de televisão e um banco.

A outra organização tinha como atividade principal a remessa de dinheiro ao exterior por meio de atividades de câmbio sem autorização do Banco Central.

Cerca de 400 policiais federais participam da operação para o cumprimento de 33 mandados de prisão, 34 mandados de coerção coercitiva (quando a pessoa é trazida para prestar depoimento e depois liberada) e 87 mandados de busca e apreensão, em 05 Estados (GO, SP, PA, PE e RJ), todos expedidos pela 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo. 67 pessoas serão indiciadas.

Os investigados responderão, na medida de suas ações, pelos crimes de divulgação de segredo, corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, realizar interceptação telefônica clandestina, quebra de sigilo bancário, formação de quadrilha, realização de atividade de câmbio sem autorização do Banco Central do Brasil, evasão de divisa e lavagem de dinheiro, com penas de 1 a 12 anos de prisão.

A operação foi batizada de Durkheim, intelectual francês, um dos pais fundadores da sociologia, que escreveu o livro "O Suicídio", em alusão aos fatos que deram início à operação.

Será realizada entrevista coletiva à imprensa na Superintendência Regional de São Paulo às 14:00h. Aos senhores jornalistas e técnicos solicitamos que procurem o Setor de Comunicação Social, no térreo, para que tenham acesso ao auditório.

Setor de Comunicação Socialnotícia

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