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segunda-feira, 22 de outubro de 2012


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A Secretaria de Direitos Humanos deve um túmulo a Virgilio
Enviado por luisnassif, seg, 22/10/2012 - 15:39




 Autor:
Luis Nassif
Esses 13 prisioneiros políticos deportados, em troca da libertação do embaixador norte-americano, devem sua vida a um nordestino rústico, ex-boxeador, inculto - a ponto de ser retratado no filme "O que é isso companheiro" como um bronco. Mas que talvez tenha sido o mais bravo militante da guerrilha: Virgilio Gomes da Silva

A Secretaria de Direitos Humanos e, especialmente, a inócua Comissão de Mortos e Desaparecidos devem a ele algo simples: uma placa, uma simples placa para que possa ser inaugurado, no cemitério de Vila Formosa, um tumulo simbólico, onde a família possa pranteá-lo. Faz três anos que a família aguarda essa placa que depende apenas de um momento de boa vontade de meu amigo Marco Antonio Barbosa, advogado e presidente da Comissão.



Já se conseguiu da administração dos cemitérios em São Paulo a construção de uma pequena praça, onde a placa deverá ser colocada. E nada da placa ser providenciada. O Ministério Público Federal (MPF) produziu um severo relatório condenando a negligência da Comissão e da Secretaria neste e em outros episódios. Provocou amuos, mas de nada adiantou.

A Comissão foi denunciada por inúmeras negligências e pela maior de todas: a falta de consideração pelo sofrimento dos familiares dos mortos e dessaparecidos.

Virgilio participou do sequestro do embaixador. Quase todos envolvidos na operação foram, depois, assassinados. No caso de Virgilio, a própria familia sofreu torturas indizíveis. Para entregar seu paradeiro, torturaram a filha de três meses na frente da própria mãe.

A família não quer nada de mais, nem vingança, nem mesmo a esperança de saber onde o corpo de Virgilio foi escondido. Quer apenas um lugar para poder acender velas e levar flores em sua homenagem.

E esse local está há três anos à espera de uma simples placa a ser providenciada pela Comissão e pela Secretaria

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