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terça-feira, 30 de outubro de 2012


Serra: hipocrisia tem pernas curtas
Enviado por luisnassif, ter, 30/10/2012 - 13:42
Do Diário de São Paulo
‘Serra veio até minha casa pedir apoio’
Maluf afirma que um dos motivos de o tucano ter perdido eleições foi por criticar a aliança com PP
CRISTINA CHRISTIANO
O deputado federal Paulo Maluf (PP) disse ontem, em entrevista ao DIÁRIO, que o candidato tucano à Prefeitura, José Serra, perdeu as eleições por ter usado o horário eleitoral para criticar o apoio do Partido Popular ao petista Fernando Haddad. “As pessoas que são devotas a mim e não tinham se ligado dessa aliança foram alertadas”, comentou. Maluf contou que Serra esteve duas vezes em sua casa pedindo apoio, apontou erros cometidos pelo tucano e falou da expectativa no novo prefeito.
DIÁRIO_ Domingo o senhor subiu ao palanque do PT para festejar a vitória de Fernando Haddad junto com pessoas que o hostilizaram no passado. Isso não o deixou constrangido?
PAULO MALUF _ Não. Fui muito bem recebido e abraçado por todos. A mídia estranha porque acha que na classe política não existe ética, mas é ético o Serra ir duas vezes à minha casa pedir apoio e depois criticar a minha aliança com o PT?
Por que o senhor escolheu apoiar Fernando Haddad?
Foi por amor a São Paulo. Estou há 45 anos no mesmo partido porque não imponho o que penso, mas imponho o que meus amigos pensam. Essa escolha foi por coerência. Estamos (PP) muito bem representados no governo pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. As pessoas ainda se surpreenderam porque o Lula e o Haddad foram à minha casa e a imprensa só percebeu  após o almoço, quando abri o portão para anunciar o apoio.
Fala-se em oportunismo?
Quando decidimos apoiar o Haddad ele estava com 3% das intenções de votos. A Soninha tinha 4%, o Paulinho da Força, 5%, e o Chalita, 7%. Russomanno tinha 22% e o Serra, 30% ou 32%. Se quiséssemos ser oportunistas íamos apoiar o sexto colocado? O casamento do PP com o PT foi de véu e grinalda, na catedral,apoiado por bispos e cardeais. Tudo às claras, coisa rara hoje na política, porque os acordos são feitos em hotéis, porões, escondido. Foi decisão consciente, sem impor nada.
O senhor acha que a cidade vai melhorar com Haddad?
Na minha visão, precisamos de alguém que resolva os problemas de São Paulo. A cidade precisa de recursos. O Serra foi candidato a presidente em 2010 e perdeu para a Dilma. Então, com toda a certeza, se o Serra fosse prefeito muito provavelmente os recursos que agora virão com o Haddad não viriam. Ele já foi a Brasília, está renegociando a dívida. É  aquilo que eu esperava do prefeito de São Paulo. Que fosse o prefeito e não usasse a Prefeitura como trampolim para alcançar outras campanhas. Além disso, o fato de vir a São Paulo fazer campanha para Haddad torna a presidente Dilma avalista da cidade.
Como vê o futuro de Serra?
Na vida pública ninguém morre. O Serra não morreu. Ele ainda pode ser deputado federal, senador. Não tem morte morrida na política porque, muitas vezes, quem  elege o candidato são as circunstâncias e não o seu passado ou futuro.
Acha que as circunstâncias também elegeram Haddad?
O Kassab não foi mau prefeito administrativamente, mas ficou com a imagem ruim que a mídia deu de formador de partidos. Fixou a ideia de que não queria administrar a cidade e não é verdade. Já o Serra foi eleito prefeito e saiu 1 ano e 3 meses depois. Foi governador, ficou 3 anos e 3 meses e também saiu para concorrer a presidente. Quando perdeu, disse que não era candidato e foi. O eleitor não entende e daí  surgiu a rejeição. Foi o que o matou.
Houve outros erros?
Em sua defesa, o Serra começou a dizer que ia cumprir os 4 anos de mandado e ficou rememorando no eleito a renúncia. Ele também criticou o meu apoio ao PT e muitas pessoas que não se lembravam acabaram ficando ligadas. Se tivesse conseguido pelo menos 350 mil desses eleitores não perderia.
  

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