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terça-feira, 30 de outubro de 2012


Zimmermann: Não há gargalo no setor elétrico
Enviado por luisnassif, ter, 30/10/2012 - 11:19
Por Marco Antonio L.
Do Valor
Ministro descarta 'gargalo' no setor elétrico
Rafael Bittencourt
A demora na sinalização do governo para a renovação de contratos de concessão no setor elétrico não desestimulou investimentos no setor, o que poderia ter provocado a sequência de blecautes registrada no país nas últimas semanas. A afirmação foi feita pelo ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, ao falar sobre o apagão que atingiu Tocantins, Pará e nove Estados do Nordeste na madrugada de sexta-feira. A região ficou sem energia elétrica durante cerca de quatro horas.
Segundo o ministro, o Brasil "nunca" passou por um momento com tanto investimento no setor elétrico. "O sistema não opera com gargalos", afirmou. Zimmermann disse que a decisão do governo de prorrogar os contratos de concessão que vencem a partir de 2015, pela Medida Provisória 579, atendeu a pleito das concessionárias do setor.
Sobre o relatório que aponta a obsolescência de equipamentos das empresas do sistema Eletrobras, Zimmermann afirmou que essa é uma "avaliação pontual" e que é comum o grupo estatal ser apontado como responsável nessas situações, porque representa 90% do sistema de transmissão. "Para citar um exemplo, Furnas tem um programa de modernização que investirá R$ 1,1 bilhão em dois anos."
Em relação a possível risco de queda do abastecimento de energia durante a Copa do Mundo de 2014, o ministro disse que não haverá problemas. "Tenho certeza que o Brasil terá durante esse evento a oportunidade de mostrar a qualidade do seu sistema."
O apagão da sexta-feira foi o segundo de grande proporção a atingir o Nordeste em pouco mais de um mês. No dia 22 de setembro, uma pane em um transformador deixou pelo menos seis Estados nordestinos (Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Sergipe) sem energia por cerca de 25 minutos.
No dia 3 deste mês, um incêndio em um equipamento acessório de um dos quatro transformadores da hidrelétrica de Itaipu deixou parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além dos Estados do Acre e Rondônia, sem energia por cerca de meia hora.
Para o ministro, essa sequência de blecautes "foge da normalidade". Ao ser questionado sobre a hipótese de sabotagem, Zimmermann disse que "nesse primeiro momento, não teria sentido" trabalhar com essa possibilidade. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, no entanto, disse que "não há menor hipótese" de o blecaute ter sido provocado intencionalmente por alguém.
Em nota, o ONS informou que o blecaute teve início com um curto-circuito na linha de transmissão da Transmissora Aliança de Energia Elétrica Taesa, empresa controlada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A partir dessa ocorrência houve o colapso generalizado. Segundo o ONS, o curto-circuito ocorreu na linha de transmissão Colinas-Imperatriz, no Maranhão, que faz parte da interligação entre os sistemas Sul-Sudeste-Centro-Oeste e Norte-Nordeste.
O presidente da Taesa, José Ragone, disse que o sistema de segurança das linhas de transmissão não funcionou diante da descarga elétrica provocada por raios. "Não ocorreu a proteção planejada, o que provocou problemas também para outros agentes", afirmou. No momento em que ocorreu o incidente, as linhas de transmissão de energia da Taesa também eram atingidas por fortes chuvas. Ragone afirmou que isso não pode ser apontado como a causa do apagão, porque o sistema deveria estar preparado para contornar esse tipo de situação.

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