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sábado, 13 de outubro de 2012

A eficiência de motores a etanol no Brasil
Enviado por luisnassif, sab, 13/10/2012 - 10:37
Por Vinicius Carioca
Técnicos buscam mais eficiência no motor a etanol
De Joel Leite , No blog O Mundo em Movimento
– Novo regime automotivo incentiva a retomada pelo melhor aproveitamento energético do álcool.
A eficiência de motores a etanol no Brasil deverá ser estimulada pelo novo regime automotivo, segundo avaliação de pesquisadores reunidos no Workshop Internacional sobre Aplicações do Etanol para Motores Automotivos, em São Paulo, evento promovido pela Fapesp. Para esses especialistas, o desenvolvimento de tecnologias que melhorem a eficiência de motores a etanol estacionou e vem até regredindo nos últimos anos.
Os participantes do encontro acham que o álcool pode ter uma eficiência maior do que a gasolina, mas esse potencial não está sendo aproveitado. Francisco Nigro, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador na área de combustíveis alternativos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) disse que um dos principais objetivos do Programa Nacional do Álcool era o aumento da eficiência energética e foram criados Centros de Apoio Tecnológico (CATs) para ajudar empresas do ramo de retífica a fazer a conversão de motores que operavam originalmente com gasolina para funcionar com álcool. Disse que a eficiência energética dos motores a etanol chegou a ser 16% maior do que os movidos a gasolina.
Com a queda dos preços do petróleo na década de 1990, segundo o professor, a indústria voltou a investir mais na atualização tecnológica dos carros a gasolina, o que resultou na redução da vantagem energética dos veículos a etanol.
Com o uso do catalisador a partir de 1997, avantagem energética do carro a álcool foi reduzida para 4%.
“É fundamental aumentar o conhecimento de engenharia e desenvolvimento de calibração de motores a etanol porque as novas políticas públicas para diminuir as emissões de CO2 pelos automóveis devem aumentar a pressão sobre o combustível”, disse Nigro, explicando que, quando o carro flex opera com etanol, tem eficiência menor do que quando usa gasolina.
Com o novo regime automotivo, as montadoras buscam atingir o consumo de 17,26 quilômetros por litro de gasolina e de 11,96 quilômetros de etanol em 2017. Para Nigro, a nova legislação é positiva, pois fará com que as montadoras instaladas no País tragam das suas matrizes tecnologias mais sofisticadas para melhorar a eficiência, como injeção direta e motores menores com turbo.
Ocorre que mesmo tecnologias usadas em carros de ponta não conseguem atingir o nível de consumo exigido pela nova legislação, a Inovar – Auto, que prevê 11,96 km/l de etanol e 17,26 km/l de gasolina. Hoje, os carros feitos no Brasil mais econômicos fazem 10,6 km/l com etanol e 15,7 km/l com gasolina e carros importados super eficientes, como o Audi A1 1.4 TFSI, com o moderno motor EA211 1.4L com injeção direta, turbocompressor de última geração, comando de válvulas com variadores de fase, tecnologia de redução de atrito interno de componentes, coletor de admissão com geometria variável, sistema star stop, transmissão DSG de dupla embreagem e sete velocidades, que consegue fazer uma média de consumo no Brasil de 14,7 km/l.
E no caso do etanol não há onde buscar tecnologia, será preciso desenvolvê-la aqui. Um consórcio que reúne as empresas Mahle, Petrobras, Fiat, Volkswagen e Renault tem parceria com USP, Unicamp, Federal do ABC e apoiado pela Fapesp desenvolve um projeto para melhorar o motor flex em relação a atrito e desgaste.
A iniciativa é pioneira no Brasil – segundo Eduardo Tomanik, consultor de pesquisa e desenvolvimento da Mahle – onde ainda não é comum as montadoras participarem de consórcios de pesquisa na etapa de conhecimento pré-competitivo – na qual ainda não foram descobertas tecnologias que resultem em vantagem comercial.
A oportunidade desse tipo de investimento é evidente. Segundo Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, quase a metade (47%) da energia usada hoje no Brasil vem de fontes renováveis, sendo que 18% é da cana-de-açúcar.
“Para o Estado de São Paulo, onde 38% da energia que se utiliza hoje vem dos derivados da cana-de-açúcar, a questão do etanol e do desenvolvimento de motores movidos a biocombustíveis mais eficientes é ainda mais importante”, disse.
  
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