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segunda-feira, 15 de outubro de 2012


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A confusão entre agenda partidária e agenda do governo
Enviado por luisnassif, seg, 15/10/2012 - 08:04

Por xacal

Comentário ao post "Os ajustes estratégicos do PT"

Nassif,

Permita-se discordar frontalmente do texto do André.

Primeiro erro clássico, confundir a agenda partidária com a agenda de governo, e por último, com a agenda de Estado.

Embora o programa partidário, e as teses deste partido para conquista e gestão do Estado, para a luta política, etc, devam servir de base e orientar as ações dos militantes em um governo, seria muita ingenuidade imaginar que estas ações se comunicam em uma correia de transmissão. Não podem e não devem!

O partido é uma referência para a sociedade que sufraga nas urnas este projeto, mas espera que o governo seja muito mais que o partido vencedor, isto é, que o governo seja de todos, inclusive "dos perdedores."

Outro ponto: as decisões no núcleo duro do governo sempre foram tomadas por um grupo, embora por uma questão de estratégia e de "estilo", sempre tenham sido associadas a personalidade do presidente Lula, e agora, com a Dilma.

Já em relação ao partido em si, creio que o caminho é inverso: a morte da vida orgânica partidária é o principal entrave para que o governo Lula e Dilma, e dos demais aliados, tivessem o estofo necessário para enfrentar a mídia e os demoticanopatas.

Se houvesse um PT organicamente forte, atuando de forma autônoma (não confundir antagônica) junto aos movimentos sociais, pautando a agenda política pelo debate além do conforto das conquistas econômicas dos governos Lula e Dilma (importantes, mas não suficientes, e nem definitivas), o governo estaria muito mais à vontade e muito mais forte, inclusive com uma base parlamentar muito maior e fiel.

Este PT, eu diria, à frente do governo (porque governos são mais lentos que partidos, por óbvio), em temas como aborto, questões de gênero, ações afirmativas, participação popular nos governos, etc, só se consegue com mais democracia interna, e não em pequenos comitês ou "bureaus".

Outra questão: Política externa é muito mais que a defesa de "nossos" interesses estratégicos, ou melhor: Nossos interesses estratégicos estão muito além de questões energéticas ou territoriais, elas devem perseguir o fim das enormes assimetrias regionais, com o reconhecimento dos direitos dos povos exlcuídos e expropriados por anos de dominação.

De que adianta a liderança de um bando de esfarrapados? Ou provocar tensões imigratórias em nossas fronteiras?

Queremos cometer os mesmos erros do Tio Sam?

Olha o exemplo dos haitianos na borda norte do país.

Dentre em pouco, se não entendermos nossaa responsabilidades regionais, e o impacto que nossa liderança traz, vamos ter patrulhas de fronteira caçando "indesejáveis

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