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quinta-feira, 18 de outubro de 2012








































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A disputa pelo petróleo do Sudão do Sul
Enviado por luisnassif, qui, 18/10/2012 - 11:22



Por Adir Tavares

Do blog Informação Incorrecta

Sangue, dinheiro & petróleo

A Suíça mobiliza o exercito? Ahe? E nós falamos do Sudão.

No passado 9 de Julho de 2011, o Sudão do Sul tornou-se a 193ª nação do mundo. Grande festa, celebrações, espectáculos pirotécnicos. No Sudão, entendo, aqui não muito.

Menos de uma semana depois, nova vaga de violência com choques em Kordofan do Sul, uma área de fronteira entre o Sudão e o Sudão do Sul, controlada pelo Sudão e rica em petróleo. Petróleo, pois. E onde houver petróleo, há coisas sujas. Como os Rothschild.

Os Rothschild no Sudão? Vamos ver.

Durante décadas, as agências de inteligence ocidentais apoiaram o Exercito de Libertação do Povo do Sudão (SPLA), numa tentativa de entregar a parte do sul do Sudão aos quatro cavaleiros do petróleo. Não é um mero acaso se a região tem 75% das reservas petrolíferas de todo o Sudão.

Aquela que tem sido a mais longa guerra civil na África, finalmente terminou quando o presidente Omar Hassan al-Bashir, sob pressão internacional, entregou a parte sul do seu País aos vampiros do FMI / Banco Mundial, depois de um conflito que deixou no terreno mais de 2 milhões de mortes.
Alguns dias depois ter-se declarado uma nação soberana, a empresa estatal de petróleo do Sudão do Sul, o Nilepet, formou uma joint venture com a Glencore International Plc. para comercializar o seu petróleo. E quem controla a Glencore International? Exacto: os Rothschilds. A joint venture tem o nome de PetroNile, 51 por cento da qual é controlada pela Nilepet e 49 por cento pela Glencore.

O novo presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit, assinou uma lei que estabelece formalmente o Banco Central do Sudão do Sul. O Sudão é um dos cinco Países (com Cuba, Coreia do Norte, Síria e Irão) nos quais o banco central não está sob o controle das oito famílias de banqueiros lideradas pelos Rothschilds. Portanto, não é coincidência o facto da moeda do novo País chamar-se "Libra".

Já em 1993, o presidente sudanês al-Bashir tinha acusado a Arábia Saudita de fornecer armas aos rebeldes do SPLA de Johnny Garang. O Mossad de israel também forneceu o SPLA por anos através do Quénia, com a aprovação da CIA.

Em 1996, a administração Clinton anunciou que a ajuda militar para a Etiópia, Eritreia e Uganda deveria ser utilizado para ajudar o SPLA numa ofensiva contra Cartum, a capital do Sudão. Quando este esforço sangrento falhou, as oito famílias começaram a armar os rebeldes do Chad.

O Chad? Pois.

Este tem sido um País importante para a produção petrolífera de Exxon-Mobil e Chevron-Texaco na África do Norte da África. Além disso, serviu de plataforma militar para operações de desestabilização na área: os rebeldes do Chad tentaram derrubar o presidente da Líbia, Muammar Khadafi, na década dos anos '90 e, sempre com os financiamentos ocidentais, apoiaram as manobras do JEM (Justice and Equality Movement), o movimento separatista do Sudão do Sul que lançou ataques na região do Darfur, criando uma profunda crise entre os povos refugiados na zona.

Os meios de comunicação ocidentais, claro está, culparam do conflito no Darfur só o governo sudanês e a idiocrazia liberal aceitou esta versão dos factos, tal como tinha acontecido antes na ex-Jugoslávia. Em Março de 2009, o Tribunal Penal Internacional (TPI) acusou o presidente sudanês, al-Bashir por crimes de guerra, nem uma palavra acerca do JEM, dos terroristas do Chad ou dos financiamentos ocidentais.

Entretanto, em Agosto de 2006, o presidente do Chad, Idriss Deby, tinha mudado de ideias pedindo que o seu País ficasse com 60% da produção nacional de petróleo, farto de receber as migalhas das empresas estrangeiras que dirigiam a indústria. Acusou a Chevron e a Petronas de não pagar os impostos, para um total de 486,2 milhões Dólares.

Caso esquisito, em 2009 o presidente Deby entrou na classificação dos piores ditadores do mundo segundo imprensa dos Estados Unidos.

Sic transit gloria mundi, assim passa a gloria do mundo.

Em 2008, o presidente sudanês al-Bashir participou nos festejos pela reeleição de Deby, marcando assim a retoma das relações entre os dois Países e o fim do conflito no Darfur. Mas al-Bashir ainda estava sentado em cima dos enormes depósitos de petróleo, e as oito famílias da Big Oil conceberam o plano para a secessão do Sudão do Sul: exausto pelos constantes ataques, al-Bashir foi forçado ao acordo sobre a divisão do País.

A violência que explodiu recentemente na região de confim do Kordofan, parece que o SPLA e os seus patrocinadores Glencore/Rothschild não tencionem contentar-se com os campos petrolíferos do Sul. É que no Sudão há ainda muito petróleo e muito sangue para derramar.

Empresas simpáticas: a Glencore


Algumas notas acerca da Glencore.

Este é um nome pouco conhecido ao grande público mas na verdade é uma das mais importantes empresas mundiais.
Reza Wikipedia:
Glencore International AG é uma empresa mineradora da Suíça, sediada em Barr. Fundada pelo israelo-belga-espanhol Marc Rich, trabalha também com metais, produtos agrícolas e energia. O Patrinômio é de 145 bilhões de dólares.A Glencore é portanto uma multinacional anglo-suíça sediada em Baar (Suíça) e registada em Saint Helier, New Jersey (EUA): é nada mais nada menos que a mais importante empresa que comercia em commodities, dado que detém 60% do mercado do zinco, 50% daquele do cobre, 9% do cereais, 3% do petróleo.  

Trabalha directamente ou com subsidiárias nos seguintes Países: Estados Unidos, Austrália, Jamaica, Colômbia, Peru, Bolívia, Argentina, Italia, Suécia, Irlanda, Zâmbia, África do Sul, Congo, Rússia, Cazaquistão, Filipinas. E, naturalmente, Sudão do Sul.

No curriculum da empresa, realce para:

Manipulações financeiras e contabilísticas
Cinco organizações não-governamentais apresentaram uma queixa junto da OCDE contra uma filial da Glencore pelo facto duma mina que possui no Zâmbia não pagar os imposto sobre os seus lucros, com acusações de manipulações financeiras e contabilisticas realizadas pela subsidiária Cobre Mopani Minas Plc com o fim de evitar a tributação na Zâmbia. Em 2011 o consultor Grant Thornton descobriu que a evasão fiscal da Glencore na Zâmbia custava ao governo local centenas de milhões de Dólares em receitas perdidas. As minas Mopani são controladas através das Ilhas Virgens Britânicas, um offshore.

Relações com Países hostis
Rádio ABC informou que a Glencore foi acusada de transacções ilegais com Países hostis: ao tempo do apartheidcom a África do Sul, com a URSS, mais recentemente com o Iraque de Saddam Hussein, com o Irão. Mais especificamente, a Glencore foi acusada de ter pago 3.222.780 de Dólares como meio para facilitar a obtenção de petróleo no curso do programa Food for Oil da ONU no Iraque.

Investimentos na Colômbia
A televisão pública suíça (TSR) relatou em 2006 as alegações de corrupção e graves violações dos direitos humanos levantadas contra a subsidiária colombiana da Glencore, a Cerrejón. O presidente do sindicato local, Francisco Ramirez, relatou as expropriações forçadas e as evacuações de aldeias inteiras, com o fim de permitir a expansão da mina, com a cumplicidade de autoridades colombianas. De acordo com a TSR, um representante dos índios Wayuu também acusou as unidades paramilitares e militares colombiana, incluindo os responsáveis pela segurança da Cerrejón mineração, de "massacre".

Uma investigação da BBC, em 2012, apresentou documentos que mostram como a empresa havia pago assassinos na Colômbia.

Investimentos no Equador
No Equador, o actual governo tentou reduzir o papel dos intermediários, como a Glencore, nos negócios com a petrolífera estatal Petroecuador, devido a questões sobre a transparência.

Investimentos em Zâmbia
Investigações na Zâmbia, pois as autoridades locais acreditam que a poluição das minas da Glencore estão a causar a chuva ácida e os problemas de saúde numa área onde 5 milhões de pessoas residem.

Investimentos na República Democrática do Congo
A refinaria da subsidiária Luilu utiliza ácido para extrair o cobre. Ao longo de três anos após ter assumido o controlo da mina, a empresa continuou a despejar o ácido resíduos num rio próximo. O presidente-executivo, Ivan Glasenberg, foi entrevistado pelo jornalista John Sweeney:
Era impossível remediar de forma mais rápida.E se era impossível, era mesmo impossível.
A empresa está também sob investigação por causa de falhas na transparência das operações que levaram à concessão da exploração (corrupção de elementos do governo local).

Pois é, a Glencore não brinca em serviço.

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